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Mobilidade no espaço lusófono será maior a breve prazo
Revista PORT.COM • 01-Mai-2019
Mobilidade no espaço lusófono será maior a breve prazo



O projeto visa «aproximar a CPLP aos seus cidadãos» através da mobilidade de estudantes e empresários. Ribeiro Telles afirma que a CPLP tem hoje uma grande valorização no plano internacional.

O secretário executivo da CPLP afirmou, em Luanda, que, a breve prazo, vai haver uma «maior facilitação na circulação» dos cidadãos no espaço lusófono, sublinhando que todos estão a trabalhar nesse sentido.

Francisco Ribeiro Telles, que esteve em Angola para uma visita, recordou que, na semana passada, houve uma reunião, em Cabo Verde, dos ministros do Interior da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP) em que a mobilidade foi a principal questão a ser analisada.

«Penso que sim, que, a breve prazo, haverá uma maior facilitação na circulação de cidadãos do espaço CPLP. É isso que estamos a trabalhar, é isso que Cabo Verde está a trabalhar, enquanto Presidência, e Angola, enquanto futura Presidência também, trabalhará nesse sentido», referiu o diplomata português.

Ribeiro Telles, que falava brevemente aos jornalistas após um encontro com o chefe da diplomacia angolana, Manuel Augusto, destacou que o foco prioritário da CPLP é a aproximação aos cidadãos, realçando que os principais projetos têm a ver com a mobilidade, «sobretudo de estudantes, empresários e cidadãos comuns».

«Os projetos têm a ver sobretudo com mobilidade. Isto é, a possibilidade de os cidadãos da CPLP circularem melhor no espaço CPLP. Isso tem a ver com a mobilidade de estudantes, com a mobilidade de empresários, tem a ver com a mobilidade dos cidadãos comuns. É um projeto ambicioso, que com certeza dará os seus frutos. E vem no sentido do que estava a referir: aproximar a CPLP aos seus cidadãos», sublinhou.

«Hoje em dia, a CPLP está muito valorizada no plano internacional, há cada vez mais um maior número de países a quererem fazer parte, como associados, do Grupo CPLP. Somos nove Estados membros e 18 observadores associados, mas há cada vez um maior número a querer pertencer à CPLP, isso é, há um interesse internacional crescente pela CPLP, sobretudo no plano político e diplomático», afirmou. «Agora, há que aproximar a CPLP das pessoas. As pessoas têm de sentir, concretamente, a importância da CPLP e, nesse sentido, estamos a trabalhar numa série de projetos, que eu penso que terão desenvolvimentos muito positivos nos próximos tempos», concluiu.


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