ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Ensino do português como segunda língua não mexe com Constituição cabo-verdiana
Revista PORT.COM • 21-Dez-2016
Ensino do português como segunda língua não mexe com Constituição cabo-verdiana



A ministra da Educação cabo-verdiana anunciou recentemente o ensino do português como segunda língua com o objetivo de fortalecer a língua portuguesa no país

O Governo cabo-verdiano disse que a introdução, a partir do próximo ano letivo, do português como língua segunda não tem nenhuma conotação depreciativa e não mexe com o princípio constitucionalmente consagrado do português como língua oficial.

O esclarecimento do Executivo cabo-verdiano surge duas semanas após a ministra da Educação, Maritza Rosabal, ter anunciado que a partir do próximo ano letivo o ensino do português como língua segunda com o objetivo de fortalecer a língua portuguesa no país.

O anúncio tem gerado polémica em Cabo Verde, sobretudo nas redes sociais, blogues e outros fóruns de opinião.

No comunicado divulgado ontem, o Governo cabo-verdiano esclareceu que o ensino do português como língua segunda vai valorizar a língua através de métodos cientificamente comprovados como sendo mais eficazes.

Na nota, o Executivo sublinhou que os falantes não dominam a língua portuguesa com a mesma competência e fluência com que dominam o crioulo, pelo que a Lei de Bases do Sistema Educação, aprovada em 1990, definiu, entre outros, o objetivo de promover a utilização adequada da língua portuguesa, como instrumento de comunicação e estudo.

O Governo cabo-verdiano referiu ainda que vários estudos já foram feitos sobre a problemática, orientando a política e praxis educativa no sentido de valorizar o ensino da língua portuguesa, com a aplicação de uma metodologia de abordagem do processo de ensino e aprendizagem como língua segunda.

Lembrando que a abordagem metodológica deveria ser acompanhada de ações de formação de docentes, de produção de materiais didático-pedagógicos adequados, o governo citou ainda a linguista cabo-verdiana Amália Lopes, que diz que um dos aspetos que tem contribuído para maior ou menor grau de insucesso no ensino e aprendizagem do português (e de outras disciplinas) reside no fato de alguns docentes estarem a proceder ao ensino desta língua como se fosse uma língua que começou a ser apreendida como língua materna".

"É precisamente este quadro que se pretende inverter, ao introduzir a abordagem metodológica da língua portuguesa como língua segunda nos processos de ensino e aprendizagem a partir da educação pré-escolar", sublinhou.

O comunicado conclui referindo que a finalidade da medida é que os estudantes desenvolvam as competências linguísticas e o domínio pleno da língua portuguesa e contribuir para melhoria dos resultados das aprendizagens em todas as áreas.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Emigração traz riqueza
Jack Soifer
Jack Soifer, Consultor internacional
Mudanças na legislação eleitoral, conquista ou oportunidade perdida?
José Cesário
Deputado
O Festival Kunchi e os laços ancestrais entre Portugal e o Japão
Daniel Bastos
Historiador
DISCURSO DIRETO
Macau, ponto focal do comércio Portugal-China
Paulo Alexandre Ferreira, Secretário de Estado Adjunto e do Comércio
PORTUGAL
Importância estratégica de Macau
José Caria, Diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
«Adega Mayor representa uma aposta de crescimento»
Rita Nabeiro, Diretora da Adega Mayor
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ