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Associações japonesas querem duplicar produção de arroz em África
Revista PORT.COM • 03-Set-2019
Associações japonesas querem duplicar produção de arroz em África



A Associação Sasakawa e a Agência do Japão para a Cooperação Internacional vão trabalhar juntos para duplicar a produção de arroz em África para 50 milhões de toneladas até 2030, anunciou o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe.

«A tecnologia japonesa pode ter um papel fundamental na agricultura», disse o chefe do Governo nipónico, num simpósio à margem da 7.ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África, que termina na sexta-feira na cidade japonesa de Yokohama.

Durante o simpósio foram abordados temas como o aumento da população jovem, o desemprego, tecnologias e inovação agrícola, e soluções e criação de postos de trabalho no setor da agricultura em África.

«Sempre acreditámos no potencial agrícola de África», afirmou Yohei Sasakawa, presidente da Nippon Foundation, organização filantrópica dedicada à inovação social, explicando que a associação pretende alterar as mentalidades de pequenos produtores agrícolas.

«Queremos ajudar a mudar as mentalidades de pequenos produtores agrícolas, de produção para consumo para produção para comércio», acrescentou Sasakawa, que pretende cultivar o interesse pela agricultura na juventude africana.

O presidente do Banco Africano para o Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, apelou a esforços urgentes e conjuntos para «acabar com a fome».

«Apesar de todos os ganhos obtidos na agricultura, não estamos a ganhar a guerra global contra a fome», disse Adesina, que acrescentou: «Devemos todos levantarmo-nos coletivamente e acabar com a fome. Para fazer isso, temos de acabar com a fome em África».

De acordo com a agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, há 821 milhões de pessoas em situação de fome no mundo, com África a representar 31% deste número - 251 milhões.

Entre 1986 e 2003, a Associação Sasakawa em África operou num total de 15 países: Gana, Sudão, Nigéria, Burkina Faso, Benim, Togo, Mali, Guiné, Zâmbia, Etiópia, Eritreia, Tanzânia, Uganda, Maláui e Moçambique.


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