ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Macau quer empresas locais e chinesas na UE, América Latina e África através dos países lusófonos
Revista PORT.COM • 13-Out-2019
Macau quer empresas locais e chinesas na UE, América Latina e África através dos países lusófonos



Macau quer ajudar empresas chinesas e locais a investir na União Europeia (UE), na América Latina e em África através dos países lusófonos, afirmou em Lisboa o secretário para a Economia e Finanças do território.

Lionel Leong Vai Tac falava numa reunião, esta semana, com mais de uma dezena de representantes de empresas da China continental e de Macau, com investimentos em Portugal, bem como de firmas portuguesas que investem na região administrativa especial chinesa, de acordo com um comunicado publicado em Macau.

«A plataforma sino-lusófona de Macau desempenha um papel importante no desenvolvimento da Grande Baía (...) através de três trajetórias de cooperação económica e comercial», sendo a primeira da China para Portugal, através da plataforma de Macau, e entrada na UE, explicou.

A segunda trajetória desenvolve-se da China para o Brasil, para investir na América Latina, enquanto a terceira da China para Moçambique e Angola, para entrar em África, acrescentou Lionel Leong.

A Grande Baía é o projeto de Pequim para criar uma metrópole a nível mundial, que junta as regiões administrativas especiais de Macau e de Hong Kong e nove cidades chinesas da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai).

O secretário para a Economia e Finanças destacou que o objetivo é ajudar as empresas chinesas a «investir no exterior» e, ao mesmo tempo, «auxiliar as províncias e cidades da China a atrair investimento» das empresas do mundo lusófono, contribuindo assim para a reforço do papel de Macau enquanto Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

No encontro, os representantes de empresas de vários ramos, como construção, financeiro, comércio e jurídico, debateram «a expansão do espaço de desenvolvimento nos países de língua portuguesa» e «os problemas encontrados no percurso da exploração de negócios» no espaço lusófono, referiu a mesma nota.

Os participantes apontaram que o número das empresas chinesas e de Macau a investir em Portugal «está a aumentar cada vez mais», e sugeriram «políticas e medidas» atrativas para o desenvolvimento de firmas chinesas em Portugal, bem com a criação de uma associação empresarial.

Por outro lado, os empresários defenderam um mecanismo de «consultadoria e avaliação» para ajudar empresas chinesas a instalarem-se nos países lusófonos e para promover a entrada de firmas portuguesas na China.

De acordo com os participantes no encontro, existe já um centro de informações sobre a legislação portuguesa para apoiar sociedades chinesas e de Macau interessadas em entrar no mercado português, que poderá ser alargado ao Brasil.

O secretário para a Economia e Finanças de Macau esteve ainda reunido com o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e com a administradora da Euronext Lisbon, Isabel Ucha.

Os países de língua portuguesa são Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
A relação entre Portugal e a sua Diáspora...
José Luís Carneiro
Implicações políticas da participação eleitoral nas comunidades
Paulo Pisco
Deputado do PS
Porque não te calas?
José Caria
Diretor-Adjunto PORT.com
DISCURSO DIRETO
Mar de Sonhos – a emigração nos vapores transatlânticos
Daniel Bastos, Historiador
PORTUGAL
ENTREVISTA
Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades
PORTUGAL
ENTREVISTA
António Saraiva, Presidente da CIP
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ