ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Jornal de Angola critica imprensa portuguesa no primeiro editorial de 2017
Revista PORT.COM • 02-Jan-2017
Jornal de Angola critica imprensa portuguesa no primeiro editorial de 2017



A publicação angolana dirige-se particularmente ao grupo Impresa e fala em “imposições externas com um bafiento cheiro a neocolonialismo”.

O Jornal de Angola voltou a criticar, no primeiro editorial do ano de 2017, alguma imprensa portuguesa, que acusa de ingerência e de não aceitar a independência angolana. A posição surge expressa no editorial “Desejos para o Novo Ano”, do diretor do jornal estatal angolano, hoje publicado, com alguns votos formulados.

“Ainda para 2017 seria bom que, de uma vez por todas, a imprensa portuguesa entendesse que Angola é um país independente e que, como tal, tem todo o direito de pensar pela sua cabeça e não andar ao som da música que lhe querem impingir empresas de comunicação tecnicamente falidas que não olham a meios para tentar aumentar as suas fracas audiências”, lê-se no editorial.

O grupo de comunicação social Impresa é particularmente visado no editorial de Ano Novo do jornal detido totalmente pelo Estado angolano: “O império mediático de Francisco Pinto Balsemão tem-se mostrado particularmente atento, não perdendo uma oportunidade de chamar os seus habituais ‘opinadores’ contratados para falar de Angola quase sempre cegos pelo ódio e, por isso mesmo, formatados num programa já desatualizado”, acrescenta o jornal.

O editorial defende que “é tempo” de perceber que “Angola não deixará de ser um país independente, com defeitos e virtudes, mas com o pleno direito de se deixar governar por aqueles que o povo elegeu e que, por mais campanhas que lhes tentem impingir, nunca mais aceitarão as imposições externas com um bafiento cheiro a neocolonialismo”.

Apesar de retomar as críticas a alguns setores portugueses na primeira edição do ano, o editorial do Jornal de Angola faz questão de sublinhar ser “evidente que o povo e o Governo português não têm nada a ver com aquilo que é o sonho neocolonialista que diferentes grupos de pressão internos exercem sobre Angola”.

“Por isso, e muito bem, os portugueses que aqui vivem são tratados como nossos irmãos e, como tal, respeitados com toda a mesma fraternidade com que os portugueses tratam os angolanos que lá vivem”, escreve o jornal.

Acrescenta que o Governo português “merece, inapelavelmente, o respeito devido a um país irmão” e destacou os “laços de uma história e de uma cumplicidade que alguma imprensa portuguesa, por muito que tente, nunca conseguirá apagar”.

Angola realiza eleições gerais em 2017, tendo José Eduardo dos Santos, Presidente angolano desde 1979, anunciado anteriormente que pretende abandonar a vida política.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Portugal hoje, um país que incentiva ao regresso
Paulo Pisco
Deputado do PS eleito pelos portugueses na Europa
De olhos postos em África com uma estratégia de futuro
Peter Dawson
Presidente do grupo Garland
Não há tempo para se perder tempo!
Vítor Ramalho
Secretário-Geral da UCCLA
DISCURSO DIRETO
O português que ajudou a 'erguer' as memórias do World Trade Center
Luís Mendes, arquiteto
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
«Mobilidade no espaço da lusofonia é um dos maiores desafios»
Teresa Ribeiro, SENEC
PORTUGAL
The last man on the moon
José Caria, diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ