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Coronavirus: Macau adia regresso às aulas e fecha bibliotecas, museus e espaços desportivos
Revista PORT.COM • 27-Jan-2020
Coronavirus: Macau adia regresso às aulas e fecha bibliotecas, museus e espaços desportivos



Macau anunciou a suspensão de serviços, o encerramento de espaços culturais e desportivos, bem com o adiamento do regresso às aulas no ensino superior, devido ao vírus chinês que já causou 26 mortes e infetou 830 pessoas.

Em mais de uma dezena de comunicados oriundos de diferentes organismos, as autoridades deram a conhecer a decisão de se adiar até 11 de fevereiro o regresso às aulas nas 10 instituições do ensino superior.

A medida é divulgada poucas horas depois de ter sido anunciado o adiamento do reinício das aulas nas escolas do ensino não superior pelo menos durante uma semana, com as autoridades a aconselharem os centros de apoio pedagógico complementar particulares e as instituições da educação contínua a adotarem a mesma decisão.

O Instituto de Ação Social recomendou também «aos encarregados de educação com condições de cuidar das crianças em casa para que, após os feriados do Ano Novo Lunar, façam o máximo possível para manter as crianças em casa, deixando provisoriamente de as colocar nas creches», ressalvando, contudo, que «as creches subsidiadas irão manter-se abertas para continuar a prestar serviços às crianças e encarregados de educação com necessidade dos serviços em causa».

A Direção dos Serviços de Educação informou ainda que até março, «todas as competições escolares e atividades realizadas» por aquela entidade «vão ser suspensas ou adiadas».

O Instituto de Desporto decidiu igualmente encerrar ao público as instalações desportivas afetas àquele organismo a partir da passada sexta-feira, sem data prevista para reabertura daqueles espaços.

Também os centros de atividades, instalações e espaços interiores do Instituto para os Assuntos Municipais serão fechados temporariamente até novo aviso.

De igual forma o Museu Marítimo, o Museu das Forças de Segurança de Macau e o Museu dos Bombeiros fecharam portas a partir de sábado. Todas as bibliotecas públicas são encerradas e todos os recintos culturais. Em todos os casos, não é indicada uma data de reabertura.

Os serviços dos Centros Ambientais Alegria e 17 postos de recolha do Programa de Pontos Verdes são suspensos até 14 de fevereiro.

Por fim, a Fundação Macau decidiu encerrar as instalações do Centro Unesco, por tempo indeterminado.

Macau está a recusar nas fronteiras a entrada e saída de pessoas com febre, encaminhando-as para uma respetiva avaliação clínica.

As autoridades de Macau identificaram na quinta-feira uma segunda pessoa infetada, um homem de 66 anos, que, tal como o primeiro caso, uma mulher de 52 anos, é oriundo de Wuhan.

Atualmente em regime de isolamento, a situação clínica de ambos é considerada estável.

Outras 15 pessoas estavam, na quinta-feira, em regime de isolamento, cinco das quais são considerados casos de alto risco. Outras oito pessoas encontravam-se numa urgência especial a aguardar os resultados de um teste que permita despistar a doença.

Na passada quinta-feira (dia 23), o chefe do Governo de Macau admitiu também que os casinos do território, capital mundial do jogo, podem ser obrigados a fechar caso a situação de contágio se agravar no território.

Macau elevou no dia 5 de janeiro o alerta de emergência para o nível três, um grau de risco elevado que exige um acompanhamento mais apertado.

Desde então, proibiu excursões de e para Wuhan, foram suspensos voos para aquela cidade onde foi detetado o vírus, cancelou as comemorações do Ano Novo Lunar, está a proceder a desinfeções em locais públicos (mercados públicos, transportes) e obrigou funcionários públicos e trabalhadores dos casinos a usarem máscara.

Macau encomendou 20 milhões de máscaras individuais de proteção no estrangeiro porque o produto está esgotado em alguns pontos na China devido ao vírus de Wuhan e acautelou o reforço de máquinas de ventilação de apoio respiratório e de medicamentos.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais.

Os mais de 800 casos registados têm alimentado receios sobre uma potencial epidemia semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Além da China continental, foram já detetados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão, Vietname, Singapura e Estados Unidos.

Foto: © Anthony Wallace/ AFP


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