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Marcelo Rebelo de Sousa: Índia entra como observador da CPLP na próxima cimeira
Revista PORT.COM • 15-Fev-2020
Marcelo Rebelo de Sousa: Índia entra como observador da CPLP na próxima cimeira



Em visita oficial à Índia, o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a entrada deste país na CPLP com o estatuto de membro associado vai concretizar-se na próxima cimeira, prevista para setembro, em Luanda.

«Essa concretização na próxima cimeira é um passo muito importante, multilateral, mas ligado a Portugal, ou que passou por Portugal, numa nova fase de relacionamento entre os dois países que se abriu e que não vai parar», declarou o chefe de Estado aos jornalistas.

Marcelo Rebelo de Sousa está atualmente na Índia, numa visita de Estado que decorrerá até este domingo (16 de fevereiro), com passagens também por Bombaim e Goa.

Segundo o Presidente, «a Índia considera essencial juntar-se a um número crescente de países que são membros observadores associados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)», o que tem um significado que «é político, diplomático, financeiro e cultural».

Criada há 22 anos, a CPLP tem atualmente nove Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Na última cimeira, realizada em julho de 2018, em Cabo Verde, foi concedido o estatuto de observadores ao Luxemburgo, Andorra, Reino Unido, Argentina, Sérvia, Chile, França, Itália, e também à Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

Já tinham o estatuto de observadores associados da CPLP, que foi criado em 2005, os países: Hungria, República Checa, Eslováquia, Uruguai, ilha Maurícia, Namíbia, Senegal, Turquia, Japão e Geórgia.

A CPLP estabelece que os observadores associados têm de partilhar os «princípios orientadores» da organização, nomeadamente no que respeita «à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos», e prosseguir «objetivos idênticos» aos da comunidade lusófona, «mesmo que, à partida, não reúnam as condições necessárias para serem membros de pleno direito».


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