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Exposição de livros proibidos mostra importância da liberdade
Revista PORT.COM • 25-Abr-2017
Exposição de livros proibidos mostra importância da liberdade



Com inauguração marcada para hoje, às 15H00, numa sessão com declamadores de poesia e música de intervenção no Fórum Cultural de Ermesinde, a mostra fica patente até ao dia 25 de maio.

A exposição "Livros Proibidos na Ditadura de Salazar", que é inaugurada hoje, em Ermesinde, Valongo, contém dezenas de livros, autos de apreensão e artigos de jornal sobre "a máquina destruidora do pensamento" que vigorou até abril de 1974.

A mostra é organizada pelo Museu Nacional da Imprensa e promovida pela Câmara Municipal de Valongo, cujo presidente, José Manuel Ribeiro, indicou ter decidido promover a exposição para "mostrar a importância da liberdade ou das liberdades para a vida das comunidades".

Em causa está o aparelho censório da ditadura de Salazar e Caetano, sendo que a mostra evidencia a importância do golpe militar de 25 de Abril de 1974, contendo livros e autos de apreensão feitos em livrarias de Portugal, mas também nas ex-colónias, como Timor, Moçambique e Angola.

Mário Soares, Manuel Alegre, António José Saraiva, José Cardoso Pires, Raul Rego, Jorge de Sena, Egas Moniz, José Afonso, Ary dos Santos, Fidel Castro, Jean-Paul Sartre, Karl Marx, Lenine e Charles Darwin são só alguns dos autores cujos livros foram apreendidos e estão patentes na exposição, enumera a apresentação do Museu Nacional da Imprensa.

A exposição "Livros Proibidos na Ditadura de Salazar" contém o anúncio da morte do escritor Alves Redol n'O Primeiro de Janeiro, um texto de José Saramago no Jornal do Fundão, assim como uma entrevista a Aquilino Ribeiro no Jornal de Notícias, artigos foram que cortados na época.

Um dos documentos patentes na mostra descreve que em 1965 foram apreendidos em Angola, na Livraria Lello, vários exemplares do livro "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado, romance na base da telenovela que parou o país depois da Revolução dos Cravos, na temporada de 1976-77.

"Tudo o que se referisse a sexualidade, revolução, sindicalismo, liberdade, feminismo, estava sob a alçada repressiva da Comissão de Censura", descreve o Museu Nacional da Imprensa.


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