ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Passadiços do Paiva vão ter uma ponte pedonal transparente
Revista PORT.COM • 23-Ago-2017
Passadiços do Paiva vão ter uma ponte pedonal transparente



São quase 500 metros de ponte pedonal, com um piso suspenso a 150 metros de altura. Não será por acaso que só uma empresa chegou ao final do concurso. É "uma obra especial, tecnicamente muito exigente", realça autarca.

O Município de Arouca adjudica esta terça-feira a construção de uma ponte pedonal de 480 metros sobre o rio Paiva à única empresa disposta a executar essa obra, cujo piso transparente estará suspenso a 150 metros de altura.

Trata-se de uma obra "tecnicamente muito exigente", segundo o autarca.

"Vai estar apoiada por apenas dois cabos e ligar ambas as margens do rio na zona da Garganta do Paiva, permitindo apreciar a cascata das Aguieiras e a escadaria monumental dos passadiços a partir de uma cota superior, já que todo o piso será totalmente transparente", explica José Artur Neves.

Com 1,20 metros de largura em toda a extensão, a estrutura tem um prazo de execução de dez meses.

O Tribunal de Contas deverá agora aprovar essa despesa "no prazo máximo de dois meses", após o que o autarca pretende arrancar com as obras "logo de seguida, para que fiquem concluídas antes de terminado o verão de 2018".

José Artur Neves antecipa que, nessa altura, a nova ponte "deverá ter efeito no preço dos Passadiços do Paiva", cujo usufruto custa atualmente um euro por pessoa.

"Mas isso ainda se está a estudar", admite o presidente da Câmara, realçando que esse percurso pedonal sobre o rio superou, nesta segunda-feira, a marca dos 350.000 visitantes desde que o acesso à estrutura é pago.

"A juntar às 200.000 pessoas que estimámos ter recebido entre junho e setembro de 2015, enquanto o percurso funcionou sem controlo de entradas até ser fechado devido a um incêndio, isto dá mais de meio milhão de visitantes nos passadiços", avalia.

Esses números demonstram bem que esta aposta foi um sucesso tremendo, revolucionou a região e resultou na maior atração turística do país na vertente de natureza."

O incêndio florestal que em setembro de 2015 motivou a primeira interrupção no acesso ao percurso integral dos Passadiços do Paiva obrigou a autarquia a "repensar o modelo de acesso" à estrutura.

Segundo José Artur Neves, até essa data o acesso livre ao local resultara "numa avalancha de visitantes" nas localidades de Areinho e Espiunca, onde se situam as duas extremidades do percurso linear de oito quilómetros sobre as escarpas do rio.

Chegámos a ter cá 5.000, 7.000 e 10.000 pessoas, o que entupia completamente as estradas, parava o trânsito durante horas e criava problemas de gestão muito complicados em caso de evacuação, por exemplo."

O controlo de entradas revelou-se assim "uma forma de garantir ao local uma afluência contínua, regrada, em que os parques de estacionamento estão adaptados à lotação diária dos passadiços, em que a hotelaria tem capacidade para responder à procura e em que não há pegada negativa sobre o ambiente".


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
A relação entre Portugal e a sua Diáspora...
José Luís Carneiro
Implicações políticas da participação eleitoral nas comunidades
Paulo Pisco
Deputado do PS
Porque não te calas?
José Caria
Diretor-Adjunto PORT.com
DISCURSO DIRETO
ENTREVISTA
Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades
PORTUGAL
ENTREVISTA
António Saraiva, Presidente da CIP
PORTUGAL
ENTREVISTA
Luís Faro Ramos, Presidente do Camões I.P.
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ