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Emigrante diz que portugueses no Canadá precisam de se reinventar para se integrarem
Revista PORT.COM • 23-Out-2016
Emigrante diz que portugueses no Canadá precisam de se reinventar para se integrarem



Maria João Dodman é docente da Universidade de York e lançou recentemente o seu primeiro livro intitulado “AndarIlha – Viagens de um Hífen”, dedicado aos emigrantes.

A investigadora Maria João Dodman considera que a diáspora portuguesa no Canadá necessita de se reinventar no futuro para assegurar a sua “integração e modernidade”, adaptando-se às mudanças do país de acolhimento.

“Proponho que não esquecendo o passado e as tradições, que vejamos o futuro como reinvenção, que considero necessária à nossa integração e modernidade”, afirmou Maria João Dodman.

Na sua primeira obra literária criativa, a também emigrante no Canadá “lança algumas propostas que desafiam não só a diáspora açoriana” mas também “todos aqueles que deixaram o país”.

Maria João Dodman é professora na Universidade de York no norte de Toronto, dá aulas de Estudos Portugueses e Luso-Brasileiros, e nesta obra relata as suas “experiências e peripécias nas suas viagens pelo mundo e como imigrante no Canadá”.

“AndarIlha é um projeto criativo de 17 narrativas que visa explorar a poética da memória açórica em diálogo e negociação com a tradição, a modernidade, a açorianidade e a identidade híbrida e (i)migrante”, frisou.

A docente espera que a comunidade portuguesa no Canadá “continue a dialogar e a trabalhar para ser de fato “multicultural”. O objetivo é aprendermos “dos outros e ensinar-lhes um pouco de nós próprios, do mundo deixado a trás de este em que nos participamos com a nossa diferença étnica”.

Maria João Dodman, é doutorada pela Universidade de Toronto com a especialidade de literatura ibérica, com uma segunda especialização na literatura brasileira, princípio do século XX.

“Não considero o meu exemplo nem menos nem mais importante que nenhum outro imigrante; optei por uma caminho talvez diferente, mas hoje em dia há um número importante de jovens académicos de origens portuguesas, e já existem novo modelos que não existiam há 20 anos”, acrescentou.

“O nosso sucesso coletivo ocorrerá quando começarmos a celebrar as decisões dos nossos jovens,”, pois temos de celebrar a diferença a “diferença e a novidade”, nomeadamente na “hibridez e os caminhos múltiplos a seguir”, sejam eles académicos ou não, acrescentou.

Na opinião de Maria João Dodman, a obra acaba por ser “uma homenagem a todos aqueles que são hífens, emigrantes e que vivem para sempre entre mundos”, habitando no imaginária da autora uma grande variedade de diversas classes sociais, ideologias políticas, e que se relacionam com a essências hifenizada de várias formas.


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