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Rota de Magalhães candidata à UNESCO na celebração dos 500 anos da Circum-Navegação
Revista PORT.COM • 09-Mai-2018
Rota de Magalhães candidata à UNESCO na celebração dos 500 anos da Circum-Navegação



A candidatura à UNESCO da Rota de Magalhães e a criação de um Centro de Interpretação são algumas das iniciativas inseridas no programa das comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação do navegador português Fernão de Magalhães. O programa das celebrações, que arranca no segundo semestre deste ano, foi recentemente publicado em Diário da República e aprovado pelo Conselho de Ministros.

Segundo a resolução, o orçamento para 2018 é de 1,2 milhões de euros, sendo 800 mil destinados à aquisição de bens e serviços e outros bens de capital, enquanto os restantes 400 mil euros revertem para despesas com o pessoal.

No programa, que se estende até 2022, estão previstas 62 iniciativas e ações, organizadas por «um diversificado leque de entidades, públicas e privadas, de forma privada ou em parceria, de âmbito local, regional, nacional ou internacional». Para além disso, serão lançadas convocatórias públicas à apresentação de projetos por parte da sociedade portuguesa.

A candidatura da Rota de Magalhães a Património Cultural da Humanidade da UNESCO é um dos projetos que vão ser desenvolvidos no âmbito da Rede Mundial das Cidades Magalhânicas, com o envolvimento da Rede Mundial das Universidades Magalhânicas.

Em 2016, o bem "Rota de Magalhães - Primeira Volta ao Mundo" foi incluído na lista indicativa de Portugal ao Património Mundial da UNESCO.

Esta candidatura «exige uma cooperação muito estreita" entre os países envolvidos, designadamente Portugal, Espanha, Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, Filipinas, Indonésia e Cabo Verde, e "assume grande complexidade e exigência apelando para a pesquisa, inventariação e sistematização de toda a informação e documento existentes sobre o Bem (...), que será o primeiro dos bens transnacionais seriados envolvendo quatro continentes».

A criação de um Centro de Interpretação sobre a viagem de circum-navegação, a instalar num edifício patrimonial a recuperar, é o principal legado destas comemorações, dotando o país de um «centro de referência sobre o evento de importância mundial que foi a primeira viagem de circum-navegação, constituindo a memória palpável e perene das comemorações para o futuro e para a formação histórica e cívica das novas gerações, assim como para a sinalização, no território nacional, das memórias dos Descobrimentos Portugueses e da Diáspora».

Destacando o "inegável contributo da circum-navegação para o processo de globalização", o programa das celebrações aposta na diplomacia económica e internacionalizando, prevendo a criação do Passaporte de Negócios Magalhães, destinado a acreditar empresas para estabelecer contactos comerciais ou de investimento com países da Rota "Magalhães".

Por outro lado, a Rota de Magalhães será promovida como a primeira rota turística de escala global que visa o reconhecimento da Organização Mundial de Turismo.

Outra ação prevista é o desenvolvimento de uma plataforma digital de divulgação, que vai permitir aos utilizadores acompanharem “ao vivo”, a partir de 20 de setembro de 2019 até 6 de setembro de 2022, a viagem do navegador português.

Fernão de Magalhães (1480-1521) notabilizou-se por ter organizado e comandado a primeira viagem de circum-navegação ao globo, ao serviço do rei de Espanha, alcançando o extremo sul do continente americano e atravessando o estreito que veio a ser batizado com o seu nome.

A viagem, a bordo da nau Victoria, começou a 20 de setembro de 1519, em Sanlúcar de Barrameda (sul de Espanha), e terminou a 06 de setembro de 1522, no mesmo local. Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a atravessar o estreito entre os oceanos Atlântico e Pacífico, a sul da América do Sul, que viria a ficar conhecido pelo seu apelido.

O navegador não terminou a expedição, uma vez que morreu nas Filipinas, em 1521, aos 41 anos, pelo que a viagem seria concluída pelo navegador espanhol Juan Sebastián Elcano.


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