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Portugal volta a subir aos palcos do Festival Chantiers d’Europe
Revista PORT.COM • 14-Mai-2018
Portugal volta a subir aos palcos do Festival Chantiers d’Europe



A 8ª edição do festival Chantiers d’Europe arranca hoje, 14 de maio, e conta, uma vez mais, com programação portuguesa. O concerto inaugural “Lisbonne Paris”, que começa às 21h no Théâtre de la Ville-Espace Cardin, no centro de Paris, vai juntar Camané e Agnès Jaoui, num “encontro com ares de fado”.

Este ano, e no âmbito das comemorações do tratado de amizade Paris-Lisboa, a abertura do festival fica a cargo do fadista português, que canta com a realizadora, atriz e cantora francesa Agnès Jaoui.

De acordo com Emmanuel Demarcy-Mota, lusodescendente e diretor do Théâtre de la Ville, «a arte e a sua partilha parecem-nos, mais do que nunca, indispensáveis para reafirmar o nosso desejo de estar juntos, de construir, de questionar, pela força da arte, um território comum, inventivo e de reflexão».

O responsável acredita que a «Europa tem de ser construída por via de uma ação artística e cultural e não só de um ponto de vista económico», com o objetivo de ajudar os «artistas a circularem e a não ficarem fechados nos países que estavam economicamente numa crise muito forte».

Demarcy-Mota explica que, por isso, «a presença dos países do Sul da Europa como a Itália, a Grécia, Espanha e Portugal, mais tocados pela crise económica, estão omnipresentes nas sucessivas edições do «Chantiers d’Europe».

No que diz respeito à promoção da cultura portuguesa em França, Demarcy-mota referiu que é importante «mostrar que Portugal tem uma vitalidade artística, que não é só um país de sol e de férias, não é só um país mais barato, onde as pessoas são simpáticas», tem também «uma visão de futuro, não é só um país que está atrás do sistema francês ou alemão dentro da construção europeia».

A 14 e 15 de maio, também no Espace Cardin, a companhia Hotel Europa junta o português André Amálio e a checa Tereza Havlíková, e vai apresentar “Portugal não é um país pequeno”, um espetáculo que “relata, no presente, o passado político e colonial” do país que teve “500 anos de presença em África, nomeadamente em Angola e em Moçambique”.

No dia 16 de maio, ainda neste mesmo espaço, a coreógrafa Tânia Carvalho apresenta “Um Saco e uma Pedra — peça de dança para ecrã”, com música do compositor Diogo Alvim, na qual “ela enfrenta um novo desafio: imagina uma peça de dança que decidiu viver a sua própria vida e escolheu antes o ecrã do que o palco para se desenvolver”.

A 17 de maio, no Théâtre des Abbesses, Pedro Penim, do coletivo Teatro Praga, vai apresentar “before”, um espetáculo descrito como um “atlas da melancolia”, que confronta “um tiranossauro pré-histórico e um psicanalista pós-moderno dotado de ceticismo”, num “diálogo acutilante e hilariante em que se encontra matéria para meditar sobre o futuro das civilizações e sobre as suas propensões para alimentar mitologias e fantasmas de impérios extintos”.

Nos dias 21 e 22 de maio, novamente no Espace Cardin, a Companhia de Música Teatral vai apresentar “Babelim”, “um espetáculo interativo e lúdico”, destinado às crianças dos 18 meses aos sete anos — “e aos adultos que as acompanham” — com “piano, voz, instrumentos inventados”, a partir do termo “babelim” que “designa uma forma de comunicação baseada em sons, imagens e gestos que precedem a língua”.

O compositor Diogo Alvim e a fotógrafa Estelle Valente vão estar em residência ao longo do festival.

Na edição de 2019, ano de eleições europeias, o festival terá como título «Chantiers d’Europe-Chantiers du Monde», com o objetivo de «serem trabalhados temas que questionam a relação da Europa com o Mundo», adiantou Demarcy-Mota. O Diretor do Théâtre de La Ville mostrou-se preocupado com a subida da extrema direita e defendeu que o «Chantiers d’Europe é um momento em que se trabalha contra a ideia da xenofobia» para «não deixar alguns povos voltarem a uma noção de identidade ligada ao nacionalismo».


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