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Flores de papel feitas à mão em Campo Maior chegam ao Japão
Revista PORT.COM • 20-Mai-2018
Flores de papel feitas à mão em Campo Maior chegam ao Japão



As flores de papel feitas à mão em Campo Maior, no distrito de Portalegre, vão adereçar a entrada principal de um dos maiores estádios de Hiroshima, no Japão, recriando o ambiente das tradicionais Festas do Povo da vila alentejana.

O presidente do município alentejano, Ricardo Pinheiro, adianta que a proposta de expandir as flores de papel a Hiroshima, uma das maiores cidades do Japão com 1,2 milhões de habitantes, foi veiculada por uma recente visita de turistas japoneses a Campo Maior, na ocasião do certame "Jardim de Papel".

O estádio Mazda Zoom Zoom, que entre os dias 25 e 27 de maio comemora o seu 10.º aniversário, vai ter na sua entrada principal a arte centenária das flores de papel feitas à mão. Segundo o autarca alentejano, o desafio para estar presente junto ao estádio, surgiu de forma «formal» da administração do Hiroshima Toyo Carp, um dos maiores clubes de basebol do Japão.

Para a solidificação deste projeto, segundo vão ser necessárias cerca de 30 mil flores de papel, a maior parte feita no Japão por uma equipa de técnicos do município alentejano que se encontra a trabalhar em Hiroshima.

«Numa fase inicial, pensamos que não iríamos ser capazes de fazer um processo de internacionalização, mas os japoneses começaram a vir a Campo Maior e as coisas aconteceram. Eles pagaram todo o processo, todas as viagens e levaram as pessoas de Campo Maior para engalanar a entrada do estádio», disse.

Numa iniciativa apoiada pela Embaixada de Portugal no Japão, além das flores de papel, vai ser criado um espaço de promoção e divulgação turística do concelho de Campo Maior e das Festas do Povo.

As Festas do Povo de Campo Maior são distinguidas a nível internacional pela sua criatividade e índole popular, com os habitantes a preparar, durante meses, a ornamentação das ruas com flores de papel.

Consideradas um certame tradicional único, a última edição das festas decorreu em 2015. Por tradição, o evento só acontece quando o povo quer, pois, a sua realização depende do voluntariado e da força de vontade das suas gentes.

Os preparativos são feitos na rua, onde o trabalho desenvolvido em cada uma delas fica em segredo, mesmo para amigos e familiares dos moradores, sendo dado a conhecer apenas na noite da enramação - quando são decoradas as ruas.

Em 2015, perto de 7.500 voluntários realizaram a última edição das Festas do Povo, na qual participaram 99 ruas, numa extensão de cerca de 10 quilómetros.


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