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Salva portuguesa do século XVI premiada na Bienal de Antiguidades de Paris
Revista PORT.COM • 12-Set-2018
Salva portuguesa do século XVI premiada na Bienal de Antiguidades de Paris



Uma salva portuguesa de cobre esmaltado e dourado do século XVI, com armas reais, apresentada pela Galeria São Roque, ganhou o prémio de ‘Objeto de Exceção’ da Bienal de Paris, uma das mais conhecidas feiras de antiquários do mundo.

O prémio de ‘Objeto de Exceção’ da Bienal de Paris foi recebido com «um grande orgulho e uma grande vitória», disse Mário Roque, diretor da São Roque Antiguidades e Galeria de Arte, de Lisboa, a única galeria portuguesa presente na bienal parisiense.

«Tem sido um sucesso e foi um sucesso de tal maneira que obtivemos o prémio da melhor peça da bienal deste ano. É uma salva do século XVI em esmalte com as armas reais portuguesas. Nunca na história da arte portuguesa houve uma peça nossa e que tenha a ver com a nossa história que vá para uma feira internacional e que tenha sido premiada. Eu acho que para a arte portuguesa é uma grande vitória», afirmou.

No expositor da galeria, entre as cerca de 70 peças de arte portuguesa dos séculos XVI e XVII ligada à expansão marítima estão, por exemplo, um cofre indo-português de Guzerate, em madrepérola, tartaruga e montagens de prata, uma caixa de marfim e prata sino-portuguesa e uma caixa do Pegu com um verso da carta de Ceuta de Camões, todas do século XVI.

Esta é a segunda vez que a galeria São Roque participa na Bienal de Paris, que decorre no Grand Palais até 16 de setembro, sendo que no ano passado a galeria lisboeta já tinha apresentado cerca de 70 peças e este ano decidiu fazer a mesma aposta face ao «sucesso e entusiasmo» da edição anterior. Foi considerada «dos melhores expositores pela comunicação social» e despertou o interesse para «uma arte que é talvez um bocadinho desconhecida» em França.

Segundo Mário Roque, a arte da expansão portuguesa começa a ser mais conhecida, e destaca que a sua participação não tem um objetivo «só comercial» porque a aposta é «divulgar a arte portuguesa».

«Tem sido uma grande vitória e um grande orgulho para nós. É que os franceses, pela primeira vez, começam a reconhecer a arte portuguesa», acrescentou, sublinhando que a contribuir para esse reconhecimento esteve o catálogo que editou, no ano passado, para a bienal, com quase 400 páginas sobre a história da arte portuguesa do século XV ao século XVIII, ilustrado com obras que estiveram em exposição.

Este ano, a galeria voltou a editar um catálogo com cerca de 100 peças – 70 das quais em exposição – e que foi intitulado “Portugal, O Primeiro Império Global”, no qual é ilustrada a história das Descobertas e se argumenta que Portugal «foi o primeiro império a fazer a globalização do mundo todo».

O catálogo “Portugal, O Primeiro Império Global” vai ser apresentado na Embaixada de Portugal, em Paris, esta quinta-feira.


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