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Primeiros contactos com a China em exposição no Museu do Oriente
Revista PORT.COM • 09-Nov-2018
Primeiros contactos com a China em exposição no Museu do Oriente



Uma exposição sobre o percurso de três portugueses que, entre o século XIII e XVIII, fizeram os primeiros contactos diplomáticos entre a Europa e a China, foi inaugurada esta quinta-feira, e vai estar patente até 21 de abril de 2019, no Museu do Oriente, em Lisboa.

“Três embaixadas europeias à China" é o título da mostra dividida em três núcleos dedicados aos representantes do Estado Português Tomé Pires e Francisco Pacheco de Sampaio, e o do Papado, o franciscano Lourenço de Portugal.

A exposição contém 70 peças oriundas de coleções privadas, de instituições como o Arquivo Secreto do Vaticano, a Torre do Tombo, a Biblioteca Nacional, o Museu da Farmácia, e do próprio espólio da Fundação Oriente.

São mostradas, por exemplo, a bula papal de 1245 - documento original proveniente da Torre do Tombo - com a nomeação de Frei Lourenço de Portugal como embaixador ao Império Mongol, pelo Papa Inocêncio IV.

Segundo o Museu do Oriente, também pela primeira vez em Portugal, será mostrada a carta do Imperador Qianlong ao rei D. José I, datada de 1753, com quatro metros de comprimento e escrita em três línguas: manchu, português e chinês.

Também incluídos neste núcleo, um conjunto de objetos islâmicos de luxo, provenientes do sul de Portugal - uma parte do quais produzida no Médio e Próximo Oriente - mas idênticos aos encontrados ao longo do Oceano Índico, para ilustrar a circulação global de mercadorias e gentes no século XIII.

Dedicado a Tomé Pires e à sua embaixada à China, em 1517 - a primeira missão diplomática oficial de uma nação europeia à dinastia Ming -, o segundo núcleo aborda o percurso deste boticário e farmacêutico, autor da "Suma Oriental", a primeira e mais completa descrição europeia quinhentista da Ásia, cujo manuscrito pode ser visto na exposição.

O terceiro núcleo centra-se na embaixada de Francisco Pacheco de Sampaio ao Imperador Qianlong, da dinastia Qing, em 1752, numa altura considerada delicada para os interesses portugueses em Macau e na China.

São ainda exibidas neste núcleo peças de arte chinesa do século XVIII, nomeadamente uma poncheira com imagens das feitorias de Cantão, pertencente à "Antiga Coleção Cunha Alves", recentemente adquirida pela Fundação Oriente.


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