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«Portugal Maior é proposta revolucionária e inovadora» na música portuguesa
Revista PORT.COM • 21-Nov-2018
«Portugal Maior é proposta revolucionária e inovadora» na música portuguesa



O coordenador da estrutura da missão Portugal Maior, João Gil, defendeu, em Leiria, que o projeto é «uma proposta revolucionária e inovadora», que visa criar «uma estratégia como nunca aconteceu» para potencializar o apoio à música.

Formada este ano para promover e salvaguardar o património da criação musical portuguesa, Portugal Maior pretende ter «um efeito agregador dentro do aparelho de Estado», para «potenciar todos os apoios que existem e gerar riqueza».

«A nossa proposta é revolucionária, inovadora, para articular todas as partes dentro do aparelho de Estado para que seja potenciado», disse João Gil, no último dia do Why Portugal Music Conference, em Leiria.

No encontro em que músicos e agentes ligados ao setor da música discutiram o potencial de internacionalização da música portuguesa, o responsável por Portugal Maior pediu a palavra para apresentar o projeto e afirmar a necessidade de «todos remarmos ao mesmo tempo com uma estratégia que nunca aconteceu».

Por opção, o projeto tem tido baixa visibilidade para «não perder o pulso das coisas e proteger as partes que interessam».

«Para isto ter sucesso são necessárias muitas parcerias e já fizemos reuniões com a Fundação GDA [Gestão dos Direitos dos Artistas], SPA [Sociedade Portuguesa de Autores], Why Portugal... E há uma grande vontade da AICEP, nas mil ações que tem previstas, destacarmos em pelo menos 200, a presença de música», avançou.

De acordo com João Gil, há também «abertura da TAP para trabalhar em conjunto», ajudando os músicos «a transportar carga ou levar instrumentos dentro do avião», uma das dificuldades maiores dos artistas no esforço de internacionalização.

Além de um inventário dos músicos profissionais portugueses e dos grupos e associações culturais com dimensão musical que tenham atividade regular no estrangeiro e, em particular, «junto das comunidades portuguesas», será criada e gerida «uma plataforma digital».

Esta plataforma deverá preservar e divulgar, incluindo através da constituição de uma rádio `online`, esse inventário e facilitar a «comunicação e cooperação entre os músicos e grupos inventariados, assim promovendo o seu trabalho em rede e a sua projeção nacional e internacional».

«Estamos perante um problema grave, de afastamento dos portugueses [emigrados] nos nossos concertos», disse em Leiria João Gil. Os emigrantes e filhos de emigrantes espalhados pelo mundo, «cerca de 20 milhões de pessoas, são um recurso humano que está por explorar».

O projeto tem ainda por objetivo «a organização e realização de digressões, residências artísticas, espetáculos e outras formas de apresentação pública de tais músicos e grupos, assim permitindo a obtenção de ganhos de escala na promoção das formas e agentes musicais da diáspora portuguesa».

Uma resolução do Conselho de Ministros, publicada em 02 de maio em Diário da República, criou a estrutura de missão para o Projeto Meridiano, nome entretanto alterado para Portugal Maior, para «conceber e testar o uso das novas tecnologias e plataformas de informação e comunicação para divulgar as criações, na diplomacia pública e na ação cultural externa».

A coordenação da estrutura foi entregue ao músico e compositor João Gil.


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