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'Simão Balalão' de Olinda Beja na UCCLA
Revista PORT.COM • 01-Fev-2019
'Simão Balalão' de Olinda Beja na UCCLA



'Simão Balalão', da autoria da escritora Olinda Beja, foi lançado na UCCLA, no passado dia 26 de janeiro.

Uma história infantil, de sonhos e de procuras, de um menino que vive numa ilha o “Simão Balalão”, da autoria da escritora Olinda Beja, foi lançado na UCCLA.

Com a chancela da Editorial Novembro, o livro infantil “Simão Balalão” da escritora Olinda Beja foi apresentado pela poetisa Regina Correia e pelo fotógrafo e retratista José António Chambel, na sede da UCCLA, em Lisboa. Um ambiente acolhedor, onde não faltou música e dança a cargo de Filipe Santo.

A obra conta é a história de Simão Balalão, o menino ilhéu que tinha no peito o sonho de partir em busca de outros horizontes. Após algumas aventuras mal sucedidas Simão dá conta que só os conselhos da mãe o podem ajudar e finalmente descobre que “a nossa terra é a nossa terra” ou como se diz na língua de São Tomé “tela non sa tela non”.

Numa declaração pessoal e sentida, a poetisa Regina Correia afirmou que ao falar de Olinda Beja sente «um cruzamento inevitável e perfeito entre o seu percurso biográfico e todo o tecido poético ou ficcional de sua autoria» para nos dar a conhecer a vida da «menina com pele cor de canela que nasceu certo dia, em 1946, Guadalupe, na ilha-mãe de São Tomé».

 «Muito grata, querida mana Olinda Beja, por me permitires “viajar” contigo ao reino de nossa infância africana, mais ou menos similar, em desenraizamento e amor eterno à terra. Parabéns, por mais este livro tão belo! Nele, a criança que nos habita, encontrará, certamente, o sentido dessa “pedra filosofal” que a cada um de nós está reservada, do sopé ao topo da montanha existencial…» finalizou.

Vítor Ramalho, secretário-Geral da UCCLA, que não pode estar presente, enviou uma mensagem a Olinda Beja que foi lida durante a apresentação. Na carta, Vítor Ramalho o seu respeito pela cidadã e escritora, «que tão invulgarmente respira a alma que cruza as culturas dos povos de língua oficial portuguesa. Sendo uma exímia contadora de estórias, comprovada pela sua vasta obra que está traduzida em muitos países, é ainda uma excelente declamadora, como se pode confirmar pela sonoridade da voz doce que tem ao declamar. Olinda beja é uma verdadeira mulher de literatura e nesta, da língua portuguesa, que tanto e tão bem tem enriquecido. Bem-haja, minha querida e boa amiga. Desejo-lhe muito sucesso para mais esta obra e sinto-me gratificado por a apresentar na UCCLA».

 

Biografia de Olinda Beja

Olinda Beja é poeta e narradora de São Tomé e Príncipe. Porém, com apenas dois anos e meio, saiu de seu país e foi viver em Portugal. Sendo tão pequena, não foi responsável pela mudança de território e muito menos pela história que lhe foi sequestrada. Sua poética traz as marcas dessa vivência e as tentativas de reconstruir, ou construir ao seu modo, a identidade. Ao mesmo tempo, a escritora celebra, na tensão entre os dois mundos, África e Europa, a festa da mestiçagem e o encontro de culturas. Olinda Beja venceu em 2013 o maior prêmio literário de São Tomé e Príncipe, o Francisco José Tenreiro, pela obra "A Sombra do Ocá". É esta a inquietante e também dramática biografia de Olinda Beja.” - Texto de Estella Viana, jornalista brasileira ao serviço da RTE - Feira do Livro/Madrid/junho 2017.


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