ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Carnaval: A história e as raízes da tradição em Portugal
Revista PORT.COM • 03-Fev-2019
Carnaval: A história e as raízes da tradição em Portugal



Cabeçudos, matrafonas e foliões estão de pedra e cal no Carnaval português. Mas quando é que esta festa começou a fazer-se por cá?

Para falar de um Carnaval especificamente português há que remontar a um tempo arcaico. Em Portugal, as brincadeiras carnavalescas começam a fazer história por volta do século XVI, quando um homem do povo atirou uma “laranjada” (laranja podre) a um nobre. Nessa altura, e nos séculos seguintes, o chamado Entrudo tinha partidas que chegaram a ser violentas: havia brigas e vassouradas, baldes de água (e de outras coisas) despejados das janelas, lixo arremessado, cal esfregada nas roupas e nos cabelos, escadas ensaboadas à espera do trambolhão.

Surgiu então uma das figuras que mais marcou o Carnaval de Lisboa no século XIX. Chamava-se “Xé-Xé” e era um mascarado que vestia um traje do século XVIII, anterior à Revolução Industrial. Num braço trazia uma vara com um chifre, no outro trazia uma faca grande, e representava uma crítica aos senhores dessa época.

Todas estas práticas acima descritas foram, entretanto, proibidas e, em 1887, o Carnaval entrou na ordem dos cortejos, nas batalhas das flores – que, segundo um artigo de 1887 de uma das revistas de Rafael Bordalo Pinheiro, animaram pela primeira vez a Avenida da Liberdade e deram um pontapé no “moribundo” “Xé-Xé”. Estes cortejos começavam a representar o Carnaval burguês de uma sociedade nova, janota, bem vestida e bem-falante, nascida na revolução do comboio e que passou pela universidade, tendo já ideias liberais. Ao contrário do entrudo popular, que incomodava os senhores bem-falantes.

Carnaval no início do século XX

No início do século XX, o Carnaval não tinha plumas nem mulheres despidas, as crianças posavam sérias para as fotografias e as ruas da cidade enfeitavam-se como se fosse Natal.

Os carros alegóricos das lojas de chapéus e de chás, as festas infantis no Teatro Nacional D. Maria II e a mítica figura do Xé-Xé (que, afinal, se manteria como figura carnavalesca até ao início do século XX) eram o chamariz desta tradição.

Em Lisboa, no início do século XX, o Carnaval era uma festa que levava milhares de pessoas às ruas, com desfiles na Avenida da Liberdade, no Chiado e no Terreiro do Paço, muito parecida ao que hoje vemos por todo o território português.

 

Leia o artigo completo na edição de fevereiro da Revista PORT.COM.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Portugal hoje, um país que incentiva ao regresso
Paulo Pisco
Deputado do PS eleito pelos portugueses na Europa
De olhos postos em África com uma estratégia de futuro
Peter Dawson
Presidente do grupo Garland
Não há tempo para se perder tempo!
Vítor Ramalho
Secretário-Geral da UCCLA
DISCURSO DIRETO
O português que ajudou a 'erguer' as memórias do World Trade Center
Luís Mendes, arquiteto
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
«Mobilidade no espaço da lusofonia é um dos maiores desafios»
Teresa Ribeiro, SENEC
PORTUGAL
The last man on the moon
José Caria, diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ