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Rio de Janeiro anuncia folclore português como património imaterial
Revista PORT.COM • 21-Abr-2019
Rio de Janeiro anuncia folclore português como património imaterial



Wilson Witzel, governador do estado do Rio de Janeiro, declarou o folclore português como património histórico e cultural imaterial do estado. A iniciativa partiu de Martha Rocha, deputada estadual que mantém ligações entre Brasil e Portugal.

A notícia é avançada pelo Mundo Lusíada e informa que a lei nº 8321 determina que «o folclore português e todas as suas manifestações artísticas, como o fandango, a dança de roda, a valsa de dois passos, a chotiça, o corridinho, o vira, o verde-gaio e todas as demais manifestações artística de domínio público, com a finalidade de preservar a cultura e a memória portuguesa no Estado» são agora parte da lista de atividades históricas e culturais destacadas pelo governo do Rio de Janeiro.

No âmbito desta lei, o poder público pode «celebrar convénios com entidades ligadas à cultura, ao turismo e ao lazer, com a finalidade de assegurar a história e de fomentar o conhecimento sobre o folclore português e as suas manifestações artísticas». De acordo com o mesmo documento, «as instituições de ensino luso-brasileiras ou de promoção da cultura portuguesa, situadas no Estado do Rio de Janeiro, deverão desenvolver ações de divulgação da história, cultura e eventos em suas oficinas, debates e aulas temáticas sobre o folclore português e suas manifestações artísticas».

Martha Rocha, deputada estadual, esclareceu em declarações ao Mundo Lusíada, que «o objetivo da lei é preservar a cultura e a memória portuguesa e nada melhor do que ser no Rio de Janeiro, Estado com a maior comunidade portuguesa no Brasil. A riqueza do folclore é linda e precisa ser perpetuada». A deputada frisou ainda que, com esta lei, a cultura da comunidade portuguesa no Rio «vai ganhar maior visibilidade» e espera que funcione como um «marco» nas relações entre Brasil e Portugal e que, para tal, é necessário as entidades e associações culturais portuguesas no Rio proponham ações.

Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, destacou o papel dos portugueses no Estado e assegurou que a lei é pertinente, dizendo à equipa do Mundo Lusíada que «o Rio de Janeiro foi fundado por portugueses e, até hoje, esses traços podem ser vistos nas nossas calçadas, prédios históricos, culinária e, principalmente, no nosso povo. Mesmo após a independência do Brasil, continuamos recebendo, de braços abertos, muitos imigrantes da querida terrinha. Temos orgulho em sermos o Estado com a maior comunidade portuguesa do Brasil. Vamos trabalhar para fortalecer os laços entre Portugal e o Rio de Janeiro, disseminando ainda mais a tradição e o folclore lusitanos».

Jaime Leitão, cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, recordou os fortes laços que unem os dois países, declarando que «o que sucedeu é mais uma confirmação do reconhecimento por parte do Brasil e do estado do Rio de Janeiro, em particular, da relevância da cultura da comunidade portuguesa para a sociedade brasileira e, muito especialmente, para as comunidades carioca e fluminense, cultura na qual se integrou dando o seu melhor nos vários campos do comércio, da cultura e da política». O diplomata sublinhou ainda que é «uma oportunidade para agentes económicos e culturais, sobretudo aqueles mais jovens que agora querem entrar no mercado, apresentarem propostas inovadoras para integrar o folclore português em manifestações e eventos públicos da mais variada natureza».

Carlos Páscoa, deputado português do círculo exterior à Europa deixou claro que a comunidade portuguesa no Rio é merecedora desta “homenagem”.

«Acho que, para a comunidade portuguesa, essa é uma iniciativa de muito valor. A lei é uma forma de demonstrar para todos e, em particular, para a nossa comunidade, que as nossas tradições, a nossa cultura na vertente do folclore têm um grande peso na divulgação do nosso trabalho» declarou.

A reportagem do Mundo Lusíada inclui ainda os testemunhos de Flávio Martins, presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) e de algumas entidades da comunidade portuguesa no Rio como José Henriques Ramos Silva, da Casa das Beiras, Alcídio Tomé Morgado, da Casa do Distrito de Viseu, Ernesto Boaventura, da Casa da Vila da Feira e Terras de Santa Maria, João Leonardo Soares, da Casa dos Açores, Agostinho Ferreira dos Santos, da Casa do Minho, Fernando Martins Soares, do Arouca Barra Clube e Renato Rodriguez Figueiredo, da Casa dos Poveiros.


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