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Tondela assinala 25 anos do monumento ao emigrante
Revista PORT.COM • 06-Ago-2019
Tondela assinala 25 anos do monumento ao emigrante



A cidade de Tondela vai comemorar neste domingo (11 de agosto) os 25 anos da inauguração do Monumento ao Emigrante.

A cerimónia evocativa arranca por volta das 11H30 e faz parte da programação do Dia do Emigrante, incluindo nas Festas da Mata, com o objetivo de trazer à memória coletiva a história da estátua.

Às 14H30, o Parque Urbano recebe o Festival de Folclore do concelho, com a participação dos ranchos Velhos Costumes de Molelos, As Capuchas de S. João do Monte, Boa União de Santa Ovaia, Infantil de Castelões e de Parada de Gonta.

Pelas 18H00, haverá uma arruada nas ruas de Tondela com o grupo de bombos Karma Drums, que também atuará às 21h15 no espaço dancing do Parque Urbano. Pelas 21H45, haverá concerto da banda Chave d’Ouro no mesmo parque.

Inaugurado em 14 de agosto de 1994, o Monumento ao Emigrante foi motivo de grande polémica pelo facto de a figura humana ser um nu. Segundo o Jornal do Centro, a polémica levou até a que elementos do Governo da altura tivessem declinado o convite para a inauguração, com receio de enfrentar a anunciada contestação pública.

A polémica acabou por fazer esquecer o importante contributo que a comunidade emigrante tondelense em Newark, nos Estados Unidos, deu para a construção da estátua, já que a ideia surgiu em 1992 num encontro entre a autarquia local e os tondelenses emigrados no país norte-americano.

Recorde-se que a ideia para a construção do monumento ao emigrante em Tondela surgiu em 1992, num encontro entre a Autarquia e os tondelenses emigrados nos EUA, principalmente os radicados em Newark.

O projeto foi concebido por Luz Correia em 1992, com a estátua a ser idealizada e concretizada por Joaquim Machado, da Escola de Belas Artes do Porto. 

Na memória descritiva do monumento Joaquim Machado refere: “O emigrante vai nu, ou seja, despido de tudo quanto é material, de artificialismos e preconceitos, adotando em contrapartida uma atitude segura e determinada, exibindo equilíbrio e uma pujança subjacentes ao tema na linha tradicional mediterrânica da interpretação do Homem…O próprio tratamento da figura do emigrante afasta-a inequivocamente dos aspetos materiais que um vulgar naturalismo realista muitas vezes assimila”.


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