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Museu do Oriente promove curso sobre «A Rota da Seda e os Descobrimentos»
Revista PORT.COM • 19-Jan-2020
Museu do Oriente promove curso sobre «A Rota da Seda e os Descobrimentos»



É a história da milenar Rota da Seda, e a sua importância na era dos Descobrimentos Portugueses, que vai poder conhecer no curso que o Museu do Oriente organiza aos sábados, a partir de 8 de fevereiro.

Em oito sessões, “A Rota da Seda e os Descobrimentos” sugere uma imersão total pelas rotas de navegação que possibilitaram a circulação de mercadorias e deram origem a gentes, saberes, e novas ideias, numa viagem imperdível pela História mundial.

Com a sedentarização, as comunidades começaram a negociar à distância e surgiram os primeiros aventureiros e mercadores. Ao longo dos últimos dez mil anos, a Eurásia desenvolveu gradualmente um sistema de comunicação global, a que hoje nos referimos como Rota da Seda. A era dos Descobrimentos representou uma intensificação das euro-asiáticas, além do início da globalização e, com a criação da Rota do Cabo, os portugueses deram um novo fôlego à Rota da Seda.

O curso é orientado por João Paulo Oliveira e Costa, historiador, escritor, Professor Catedrático da NOVA-FCSH, Diretor do Centro de Humanidades (CHAM) e Coordenador da Cátedra UNESCO "O Património dos Oceanos” e tem um custo de 110 euros.

Programa:

1 – A EURÁSIA NA ANTIGUIDADE

Após a Revolução do Neolítico, as novas civilizações sedentárias tornaram-se centros produtores e recetores, dando início a contactos de longa distância nunca antes estabelecidos pela humanidade. Lentamente, emergiram rotas que ligavam essas civilizações e por onde circulavam produtos, tecnologias e religiões.

2 – A ÁGUIA E O DRAGÃO (séc. IIIAC - IIIDC)

Os primeiros impérios globalizadores despontaram na Ásia Ocidental e o mais extenso foi o de Alexandre, na segunda metade do século IV AC. No século seguinte surgiram novos impérios nas duas extremidades da Eurásia, Roma e a China – duas sociedades sofisticadas e ávidas de produtos exóticos que provocaram uma intensificação do comércio por todo o Velho Mundo.

3 – AS PULSÕES GLOBALIZADORAS NA EURÁSIA (séc. VII-XV)

O colapso dos dois impérios não impediu a continuidade do comércio euroasiático bem como a expansão de religiões universalistas, o Budismo, o Cristianismo e o Islão. Mongóis e Árabes espalharam-se por todo este vasto mundo, também percorrido por exploradores, como Marco Polo, e mais tarde pelos juncos chineses que chegaram a ser os senhores do oceano Índico.

4 – A REVOLUÇÃO DOS DESCOBRIMENTOS

No século XV, uma pequena viagem realizada por um punhado de homens numa embarcação de pequeno porte assinalou uma viragem irreversível na História da humanidade. No espaço de 88 anos, as navegações portuguesas e castelhanas revelaram a configuração do Atlântico e descobriram um novo continente e um novo oceano. Ao mesmo tempo, Lisboa estabelecia a primeira ligação direta entre a Europa e os povos do oceano Índico.

5 – A CRIAÇÃO DO ESTADO DA ÍNDIA E DA ROTA DO CABO

Após as viagens de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral (1497-1501), D. Manuel I impôs uma política imperialista nas águas afro-asiáticas, que lhe permitiu viabilizar a tão desejada nova rota das especiarias. No entanto, a Carreira da Índia transportou desde o início muitas outras raridades, como a seda, os perfumes, as madeiras exóticas ou as porcelanas, que há séculos circulavam pela Rota da Seda.

6 – DE LISBOA AO MAR DA CHINA

Entre 1509 e 1557 portugueses e chineses aprenderam a conhecer-se e a serem mutuamente úteis. Um processo lento e difícil, mas que culminou na emergência de Macau como um porto de dimensão intercontinental. Os navios do império português tornaram-se, assim, em novas peças da milenar Rota da Seda.

7 – A GLOBALIZAÇÃO ATRAVÉS DA ROTA DA SEDA

Na segunda metade do século XVI o mundo ficou envolvido pelas rotas transoceânicas que atravessam todos os oceanos. Pessoas, animais, plantas, objetos, conhecimento científico e religiões começaram a circular como nunca sucedera antes.

8 – NOVOS IMPÉRIOS E NOVOS HÁBITOS DE CONSUMO

No final do século XVI a situação nos mares da Ásia mudou significativamente, quer pela emergência de novas dinastias interessadas no mar, desde a Pérsia até ao Japão, quer pela chegada de novos impérios marítimos europeus aos mares da Ásia. A nova conjuntura provocou o desenvolvimento de novos negócios intercontinentais e a Rota da Seda ganhou novos produtos, como os tecidos de algodão e o chá. Os espólios retirados de naufrágios de navios que faziam a ligação entre a Ásia e a Europa, demonstram à sociedade a intensidade e diversidade desses negócios.


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