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'Amália em Itália' revela dois álbuns inéditos da fadista em Portugal
Revista PORT.COM • 06-Jan-2017
'Amália em Itália' revela dois álbuns inéditos da fadista em Portugal



O Triplo CD junta aos dois álbuns - um em estúdio, com folclore italiano, e outro ao vivo - a gravações inéditas [feitas] ao vivo em Itália, em 1973.

O triplo CD 'Amália em Itália', que junta gravações inéditas e os dois álbuns gravados pela fadista em Roma, nos anos 1970, nunca publicados em Portugal, é editado neste trimestre, disse à Lusa fonte discográfica.

"Ainda durante este ano sairá uma edição comemorativa dos 50 anos de um dos melhores álbuns da Amália, para mim o melhor, 'Fados 67'", adiantou Frederico Santiago, coordenador da edição discográfica crítica da fadista.

Referindo-se este álbum, Santiago justificou: "É um disco de 'fado puro e duro', que foi gravado nos anos de máximo esplendor vocal da Amália, entre 1966 e 1968".

"Nessas sessões, com o Conjunto de Guitarras de Raul Nery, Amália gravou muito mais do que os doze fados do LP e, pela primeira vez, teremos acesso ao conjunto dessas sessões", adiantou o investigador.

Amália Rodrigues (1920-1999) realizou diversas digressões a Itália, onde atuou pela primeira vez, na década de 1950, no Teatro Argentina, em Roma, no âmbito dos Concertos do Plano Marshall, após a II Grande Guerra.

Em Portugal existem gravações dispersas da artista em italiano, nomeadamente na edição celebrativa dos seus 50 anos de carreira, em 1989, entre as quais dos temas "Canzone per Te", "La Farantell", "Il Cuore di Maria", "Amor Damme Quel Fazzoletino", "La Tarantella" e "Il Mare é Amico Mio", esta última uma versão italiana de "Vou dar de Beber à Dor".

Valéria Mendez, ex-professora de Língua e Cultura italianas no Conservatório da Madeira, disse à agência Lusa que foi em Itália que se tornou 'amaliana' e referiu a "enorme euforia italiana" pela fadista que, na altura, ainda conhecia mal.

O álbum "A Una Tierra Che Amo" foi produzido pelo etnomusicólogo Franco Fontana, que apresentou Amália Rodrigues nas "Segundas-feiras da Música Popular", no Teatro Sistina, em Roma, "sempre com um enorme êxito".

"A popularidade de Amália era tão grande que a atriz Loreta Goggi ironizava em 'sketches' televisivos com o enorme êxito que ela tinha em Itália e imitava-a com muita graça", referiu.


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