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Gastronomia portuguesa deixa marcas pelo mundo
Revista PORT.COM • 10-Jun-2019
Gastronomia portuguesa deixa marcas pelo mundo



Os nossos conterrâneos espalharam os paladares portugueses tão únicos pelos cinco continentes.

A gastronomia portuguesa é conhecida pela sua diversidade, que se deve a todas influências que recebeu que vão desde os fenícios aos celtas, dos romanos aos mouros até às novas gerações. O destaque vai para o período das descobertas marítimas portuguesas, que teve um peso forte na gastronomia nacional, com a introdução das especiarias – como pimenta, canela e noz moscada – e do sabor agridoce.

Com os descobrimentos portugueses chegaram novos produtos ao nosso país. A cana-de-açúcar, originária da Ásia, passou a ser cultivada no Algarve e na Madeira, revolucionando a doçaria portuguesa. De África, os navegadores portugueses trouxeram a malagueta, o coco, a melancia e, mais tarde, também o café. Da Ásia vieram especiarias exóticas como a pimenta, a canela, o gengibre e o cravo-da-índia, as frutas como a banana, a manga e a laranja doce. Da longínqua China, os portugueses trouxeram ainda o chá, que é hoje a bebida mais consumida a nível mundial, e do Continente Americano chegaram os vegetais como a abóbora, o amendoim, o ananás, a batata, a batata-doce, a baunilha, o cacau (e o chocolate), o caju, o feijão, o girassol, o maracujá, o milho, a papaia, o pimento e o tomate.

Em contrapartida, os nossos conterrâneos espalharam os paladares portugueses tão únicos pelos cinco continentes, que facilmente foram integrados pelos povos como sendo seus. Fique a conhecer alguns:

Japão - Peixinhos da horta

Em 1543, os portugueses chegaram à ilha de Tanegashima, tornando-se assim os primeiros europeus a estabelecerem contacto com o Japão.

A “Tempura”, hábito de fritar vegetais envoltos em polme, foi introduzida no Japão em meados do século XVI por missionários portugueses, sendo inspirada no prato português peixinhos da horta.

A doçaria portuguesa também deixou marcas na culinária japonesa, através da adaptação dos fios de ovos e trouxas, que deram origem à especialidade japonesa “Keiran Somen” ou “cabelos de anjo”.

Índia - Sopa e vinha d’alhos

Os portugueses foram o primeiro povo europeu a instalar-se na Índia, com a chegada de Vasco da Gama a Calecute em 1498. A influência mais forte foi naturalmente em Goa, governada por Portugal até 1961. A culinária indo-portuguesa é a designação da culinária das regiões indianas de Goa, Damão e Diu. Com cinco séculos de existência e evolução, esta culinária apresenta a particularidade de fundir elementos da culinária de Portugal com elementos da culinária da Índia.

É por isso que a culinária goesa tem muitas influências portuguesas, sendo um dos maiores exemplos disso o famoso prato “Porco Vindaloo”, que tem origem no prato português “Carne de Vinha d´Alhos”.

Antes da chegada dos portugueses, não havia qualquer sopa em qualquer das regiões da Índia, pelo que esta constitui um bom exemplo da assimilação local dos hábitos culinários portugueses. Algumas das sopas goesas mais conhecidas são a chamada Sopa de Cabeça de Peixe e a Canja de Goa.

Macau - Bacalhau e cabidela

Embora mais reduzida, a influência portuguesa também se fez sentir na gastronomia macaense. O destaque vai para pratos como Arroz Gordo, Cabidela de Pato e “Chetnim de Bacalhau”. A massa que é usada por toda a china para fazer crepes surgiu também com influência dos portugueses, tendo a sua origem na tradicional “massa tenra”.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de junho da Revista PORT.COM.


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