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Surf combate turismo sazonal e dinamiza economia em Peniche e Ericeira
Revista PORT.COM • 30-Mar-2017
Surf combate turismo sazonal e dinamiza economia em Peniche e Ericeira



O turismo de surf está também a criar postos de trabalho, a desenvolver a indústria e a atrair investimentos, para os quais muito contribuíram, em Peniche, a realização da etapa do mundial de surf desde 2009 e, na Ericeira, a criação em 2011 da Reserva Mundial de Surf, a primeira da Europa.

As praias de Peniche e da Ericeira (Mafra) são frequentadas durante todo o ano por turistas que ali querem surfar, permitindo às escolas de surf operar todo o ano, dinamizando a economia local e influenciando novos investimentos turísticos.

Com os voos de baixo custo para Portugal, na Ericeira e em Peniche há cada vez mais adeptos das 'escapadinhas' de fim-de-semana, apesar de a média das estadias se manter entre os cinco e os sete dias, referem Ricardo Leopoldo e Nuno Gonçalves, presidentes, respetivamente, das associações de Escolas de Surf e Surf Camps de Peniche e da Ericeira.

Em Peniche, é mais frequente receber suíços, alemães, ingleses e franceses, enquanto na Ericeira há sobretudo alemães, austríacos, holandeses, noruegueses, suecos e finlandeses. Porém, começam a surgir também japoneses, cazaquistaneses, mongóis e indonésios em Peniche e americanos, australianos ou turistas da América Latina na Ericeira.

Vêm sobretudo à procura de "boas ondas, de sol e de clima ameno e do espírito acolhedor dos portugueses", segundo os também empresários ligados às escolas e alojamentos de surf, e são capazes de gastar mais de 100 euros por dia.

Estes turistas contribuem com milhões de euros para a economia - não só em escolas e alojamentos de surf, mas também na restauração e no comércio.

Ricardo Leopoldo diz que pela sua empresa passam por ano cerca de três mil turistas. Já Nuno Gonçalves refere que fatura só na sua empresa cerca de 100 mil euros por ano e aponta para 200 a 300 turistas por semana na Ericeira.

A etapa de Peniche do mundial de surf é exemplificativa. Durante os dez dias em que a prova decorreu em 2015, os 100 mil visitantes geraram lucros na economia estimados em 10,6 milhões de euros, segundo um estudo encomendado pela câmara.

Na Ericeira, por exemplo, estima-se que existam três mil postos de trabalho directos e indiretos, 22 lojas de venda de acessórios para desportos de ondas e 11 fábricas de produção de pranchas.

Em Peniche, o presidente da câmara, António José Correia, estima em mais de 25 milhões de euros os investimentos que surgiram nos últimos quatro anos e outros novos estão a caminho calculados em 3,5 milhões de euros. 


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