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Madeirense vai dar a volta ao Mundo sozinho num veleiro e volta em 2022
Revista PORT.COM • 29-Jan-2019
Madeirense vai dar a volta ao Mundo sozinho num veleiro e volta em 2022



Henrique Afonso vai recriar a epopeia do ‘Vinho da Roda’ num barco com 9 metros de comprimento. A ideia é regressar daqui a três anos e ancorar na Festa da Lapa, no Paul do Mar.

O madeirense Henrique Afonso iniciou, no passado dia 15 de janeiro, uma volta ao mundo a bordo de um veleiro e, nos próximos dias, vai dezenas de brinquedos às crianças de Cabo Verde.

Além dos brinquedos, o navegador solitário, natural do Funchal, leva também consigo 200 litros de Vinho da Madeira, com o objetivo de recriar a epopeia do ‘Vinho da Roda’.

“Saio daqui rumo a Canárias, depois passo, provavelmente, por Cabo Verde e tenho de estar em março no Panamá, no Oceano Pacífico. E a partir daí será tudo novo para mim, uma descoberta. Sei lá onde vou parar, vou navegando...”, disse ao Diário de Notícias da Madeira.

A primeira paragem de Henrique foi em Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias, de onde zarpou, no dia 27, rumo à Ilha de São Nicolau, em Cabo Verde, onde deverá ancorar dentro de uma semana, caso o vento e as marés ajudem, numa distância que irá rondar as 835 milhas náuticas, conta o jornal diário.

A viagem, que decorre num veleiro com nove metros de comprimento, apelidado de ‘Sofia do Mar’, irá terminar em 2020 e pode ser acompanhada na conta de Facebook Diário do Pirata.

 

O que é o ‘Vinho da Roda’?

O denominado ‘Vinho da Roda’ surgiu no século XVII, nas escalas rumo à Índia, quando esta rota se tornou um dos principais mercados para a produção vinícola insular.

Aí, constatou-se que durante o transporte para aquela zona a sua qualidade melhorava quando chegava à Europa, visto que nos porões dos navios as temperaturas atingiam níveis elevados na passagem pelos trópicos.

Esta evidência fez com que o Vinho Madeira passasse a ser enviado para as Índias apenas com esse objetivo, assegurando uma fama sem precedentes, sobretudo na Inglaterra onde a sua comercialização atingia preços elevados, o que levou os produtores a fazerem investimentos na estufagem, uma técnica que é utilizada ainda hoje pelos produtores, na Região.


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