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Roubo de azulejos em Lisboa não passa despercebido na imprensa internacional
Revista PORT.COM • 09-Mar-2019
Roubo de azulejos em Lisboa não passa despercebido na imprensa internacional



Com cada azulejo a valer centenas de euros nas lojas de antiguidades, espalhados pelas paredes da cidade são saques fáceis - e não passaram despercebidos lá fora.

«Jorge Costa aproveitava um solarengo domingo quando um dos empregados do seu café em Lisboa lhe telefonou, ofegante, com más notícias: grande parte do mural de azulejo que adornava a fachada da Leitaria da Anunciada há perto de 70 anos tinha sido arrancado da parede, deixando um grande buraco no seu lugar».

As primeiras linhas da notícia no site citylab.com não escapam aos olhos dos portugueses e lusodescendentes mais atentos. Lisboa é noticiada num site estrangeiro devido à mão criminosa dos ladrões de arte durante a madrugada.

«Estes roubos são comuns em Lisboa, capital do pastel de nata, que é também a capital do azulejo na Europa. Os azulejos variam em termos de idade e estilo, com os mais antigos pintados à mão em azul e branco e os mais recentes e semi-industriais com um arco-íris de cores e por vezes estonteantes padrões. Muitos edifícios têm as fachadas cobertas de azulejos, que ficaram conhecidos como símbolos não oficiais da cidade: as lojas de recordações transbordam de ímanes de azulejos, o Museu Nacional está entre as instituições mais visitadas da cidade e colecionadores de azulejos de todo o mundo olham para Lisboa como a Meca do azulejo» destaca o site.

«De há séculos para cá que os azulejos têm definido o que significa ser português» afirmou Vítor Serrão, professor de História da Arte na Universidade de Lisboa. «Desde a Idade Média até hoje que a azulejaria se definiu como A arte portuguesa».

Segundo o citylab.com, «o roubo e a destruição de azulejos tem sido um problema, mas o recente aumento de turismo que transformou Lisboa num dos mais procurados destinos europeus foi também combustível para a destruição da herança histórica da cidade».


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