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Enoturismo eleva potencialidades das várias regiões do vinho verde
Revista PORT.COM • 29-Set-2019
Enoturismo eleva potencialidades das várias regiões do vinho verde



Clube de produtores de monovarietais de vinho verde quer alavancar o território.

Com o objetivo de fomentar o enoturismo, a produção de uvas e de vinho de qualidade e a inovação e o desenvolvimento, nasce o Clube de Produtores de Monovarietais de Vinho Verde (VVCPM). 

A associação pretende divulgar as potencialidades das diferentes sub-regiões do Vinho Verde, criando parcerias que permitam aumentar as visitas ao território e a melhoria do turismo das vinhas, incentivando o desenvolvimento económico mediante uma oferta turística integrada, fundada na qualidade do território, dos produtos e dos serviços.                                                                                                                                                                       

Uma das apostas passará pela comunicação regular das suas atividades relacionadas com o Turismo do Vinho e da Vinha. No mês de setembro, destacam-se as vindimas e as visitas ao processo produtivo nas adegas, “o ponto alto do ciclo produtivo e uma excelente oportunidade para conhecer as caraterísticas únicas de cada casta, de cada território e de cada região”, refere a VVCPM.

Neste final de setembro, o Clube de Produtores apresenta algumas sugestões de visita: à Quinta de Amares, um dos maiores produtores de Loureiro da região, localizada no concelho com o mesmo nome; à Quinta de Santa Cristina, uma referência na região de Basto onde o Enoturismo é já uma realidade com profissionalismo e diversas possibilidades de visitas; à Quinta Edmundo Val, em Valença, que surpreende com uma vistosa panorâmica de vinhas e provas comentadas. 

Em Monção e Melgaço as propostas recaem no Solar de Serrade, onde, para além de visita às vinhas, os visitantes têm a possibilidade de ficarem alojados - um Hotel recuperado de uma antiga casa apalaçada que permite um contacto muito próximo com a natureza e os prazeres do Alvarinho; na Quinta de Alderiz, um projeto de família dos irmãos Pinheiro que possui uma vasta área de Alvarinho e produção própria; no produtor Dom Ponciano, que possibilita visitas às vinhas e provas na adega; e ainda na Quinta de Soalheiro, impulsionadora deste projeto que concretiza a possibilidade de dar resposta ao objetivo comum, dos produtores, de comunicar um complemento do turismo do vinho e da vinha, já existente em Portugal, nomeadamente o mais próximo desenvolvido da margem do rio Douro.

Promoção dos territórios através do desenvolvimento de uma cultura empresarial moderna

A associação prestará ainda apoio técnico especializado aos viticultores do clube com o objetivo de contribuir para a produção de uvas e de vinho de qualidade, contribuindo para a afirmação da identidade histórico-cultural, patrimonial, económica e social dos territórios ligados a uma produção de excelência. 

Fomentar a mecanização e a partilha de conhecimento entre produtores é também um dos pilares base da VVCPM, pois consideram fundamental para o futuro da produção agrícola da região a promoção do desenvolvimento de uma cultura empresarial moderna que vise a proteção, a valorização e a promoção dos territórios de vocação vitivinícola e agrícola, das atividades agroalimentares, da produção de especialidades enogastronómicas e das reduções da economia eco compatível para assegurar a permanência dos agricultores no território.

Valorizacao, investigação e protecção

Fundado em 2018, por iniciativa dos sócios gerentes da Quinta de Soalheiro, o Clube de Produtores de Monovarietais de Vinho Verde (VVCPM) tem na sua constituição uma grande maioria de viticultores de Monção e Melgaço dedicados à produção de Alvarinho e produtores da região dos Vinhos Verdes cujo foco na qualidade, no enoturismo e na inovação são prioridades. 

Trata-se de produtores de uva da casta Alvarinho (DOC ou IG), incluindo os da sub-região de Monção e Melgaço, produtores de uva da casta Loureiro (DOC Vinho Verde ou IG Minho), produtores de outras castas Brancas e Tintas como Avesso, Azal, Arinto, Trajadura, Vinhão, Espadeiro, Alvarelhão, entre outras implantadas na região dos Vinhos Verdes. Representa ainda produtores que produzam parte ou a totalidade da sua produção como uvas, mosto ou vinho aptos a D0/IG da Região dos Vinhos Verdes e que tenham atividade de Enoturismo.

Sendo uma associação cujos principais objetivos são o Enoturismo, a Produção de Uvas e Vinho de Qualidade, bem como a Inovação e Desenvolvimento, iniciou, apesar da sua curta duração, o contacto com os parceiros do setor para a prossecução desses objetivos, nomeadamente através do envolvimento no conselho geral da Região dos Vinhos Verdes e na relação com outras Associações e Instituições do setor do Vinho e da Vinha.

 


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