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Emirates suspende todos os voos de passageiros a partir de quarta-feira
Revista PORT.COM • 23-Mar-2020
Emirates suspende todos os voos de passageiros a partir de quarta-feira



A companhia aérea Emirates vai suspender todos os voos de passageiros a partir de quarta-feira, devido à pandemia de covid-19, só devendo voltar a operar quando as fronteiras foram reabertas e a «confiança regressar».

"Encontramo-nos numa situação em que não podemos operar, de forma viável, voos com passageiros até que os países voltem a abrir as suas fronteiras e a confiança nas viagens regresse", afirmou o presidente e diretor executivo da companhia aérea baseada no Dubai.

 Citado pela Associated Press, o xeque Ahmed bin Saeed Al Maktoum assinalou que "o mundo entrou, literalmente, em quarentena devido à pandemia de covid-19".

"Esta é uma crise sem precedentes em termos de amplitude e escala: geograficamente, bem como dos pontos de vista da saúde, social e económico", salientou.

No sabádo, a maior companhia aérea do Médio Oriente, que opera habitualmente em 159 destinos, anunciou a supressão de 111 rotas, no quadro de medidas restritivas para combater a pandemia da covid-19.

Em comunicado, a Emirates dava conta de que o período de suspensão iria variar de um a três meses consoante os destinos, mas que ligações como Paris (França), Frankfurt (Alemanha), ou Islamabad (Paquistão) seriam afetadas "até nova informação".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.825 mortos em 53.578 casos. Segundo as autoridades italianas, 6.062 dos infetados já estão curados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, onde a epidemia surgiu no final de dezembro, conta com um total de 81.054 casos, tendo sido registados 3.261 mortes.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 1.720 mortos em 28.572 infeções, o Irão, com 1.556 mortes num total de 20.610 casos, a França, com 562 mortes (14.459 casos), e os Estados Unidos, com 340 mortes (26.747 casos).

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.


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