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Cientistas portugueses avançam no tratamento da doença de Parkinson
Revista PORT.COM • 04-Mar-2017
Cientistas portugueses avançam no tratamento da doença de Parkinson



Estimativas mostram que mais de 10 milhões de pessoas no mundo sofrem de Parkinson.

Um grupo de investigadores portugueses descobriu que uma proteína presente em aglomeração no cérebro dos doentes com Parkinson sofre uma alteração química que, se for controlada, poderá atrasar a progressão da doença ou tratar alguns sintomas.

Tiago Outeiro, que liderou o grupo de investigadores do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, estuda desde 2007 as moléculas relacionadas com a doença de Parkinson e foi avançando na sua identificação, e com este trabalho, publicado recentemente na revista PLoS Biology, obteve a confirmação acerca do seu funcionamento.

Trata-se de tentar controlar "esta alteração química na [proteína] alfa-sinucleína por forma a alterar a sua aglomeração no cérebro e a proteger as pessoas", referiu o cientista coordenador do trabalho.

"À medida que vamos sendo capazes de diagnosticar a doença mais cedo, se conseguirmos intervir mais cedo e impedir a aglomeração desta proteína, [talvez] possamos atrasar a progressão da doença ou tratar alguns dos sintomas", continuou Tiago Outeiro.

A aglomeração da proteína alfa-sinucleína é tóxica e acontece nos cérebros das pessoas com doença de Parkinson.

Os investigadores portugueses descobriram que a proteína "sofre uma alteração química que se chama acetilação e isto altera o seu comportamento", especificou Tiago Outeiro, acrescentando que "esta alteração nomeadamente reduz a aglomeração da proteína".

"É uma informação muito importante, porque nos dá uma ideia clara de um possível alvo terapêutico", concluiu.

A doença de Parkinson está associada à degradação dos neurónios produtores de dopamina, levando a um decréscimo da produção deste mensageiro químico no cérebro e, consequentemente, aos sintomas motores característicos da doença, explica uma nota da universidade.


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