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Escola de Coimbra é primeira no mundo a ser Centro da OMS
Revista PORT.COM • 27-Abr-2017
Escola de Coimbra é primeira no mundo a ser Centro da OMS



A Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) é, hoje, designada Centro Colaborador da OMS (Organização Mundial de Saúde) para a Proteção contra a Radiação, tornando-se na "primeira escola de tecnologia de saúde do mundo" a ser distinguida.

A designação faz com que a ESTeSC seja "a primeira escola de tecnologia de saúde do mundo a ser nomeada centro colaborador da OMS e também o único centro colaborador na área da radiação médica num país de língua oficial portuguesa", afirma uma nota do estabelecimento.

Para Jorge Conde, presidente da ESTeSC, a nomeação pela OMS representa o corolário do trabalho de ligação internacional feito pela Escola nos últimos anos, com a integração em várias redes internacionais e com o estabelecimento de parcerias de investigação com instituições de todo o mundo.

"A ESTeSC apostou em ser uma instituição global, que cria valor e que se movimenta de forma a poder ter uma intervenção que se constitua como um parceiro inquestionável nas mais diversas questões ligadas à saúde", afirma o responsável.

O novo centro, liderado por Graciano Paulo e Joana Santos, do Departamento de Imagem Médica e Radioterapia (DIMR) da ESTeSC, tem como missão providenciar aconselhamento técnico à OMS, para a identificação de prioridades na pesquisa científica na área da proteção contra a radiação, e apoiar no desenvolvimento e revisão de ferramentas de comunicação sobre os riscos da radiação.

O Centro Colaborador deve também desenvolver metodologias de trabalho, traduzidas em normas orientadoras, manuais e plataformas online, sobretudo para países de expressão portuguesa, com vista à harmonização de procedimentos em imagem médica e radioterapia.

O impacto negativo da utilização da radiação para fins médicos em pacientes e profissionais de saúde é um tema que, de acordo com a ESTeSC, tem motivado cada vez mais interesse junto da comunidade científica.

"Estudos internacionais em utentes e profissionais de saúde, expostos sucessivamente a radiação para fins médicos, demonstram maior incidência de patologia radioinduzida em relação a indivíduos que não sofrem essa exposição", sublinha a Escola.

Perante estes resultados, "assiste-se a um grande investimento a nível mundial na investigação do tema, tendo inclusivamente a Comissão Europeia aberto uma linha de investigação para financiar um projeto de dez milhões de euros", integrando o DIMR da ESTeSC um dos consórcios concorrentes a este financiamento.


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