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Portugal cria primeiro modelo capaz de avaliar impacto real das políticas de saúde pública na eliminação da Hepatite
Revista PORT.COM • 03-Nov-2017
Portugal cria primeiro modelo capaz de avaliar impacto real das políticas de saúde pública na eliminação da Hepatite



Ferramenta inovadora permite a todos os cidadãos intervir na política dos seus países.

A Universidade Católica Portuguesa apresentou, na Cimeira Mundial das Hepatites - iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Aliança Mundial de Hepatites, em São Paulo - a ferramenta inovadora Let’s End HepC (LEHC), que avalia o impacto das políticas de saúde pública na eliminação da Hepatite C (VHC), com o intuito de eliminar a doença a nível mundial até 2030. 

Trata-se de uma plataforma online e de uma APP móvel, criadas e desenvolvidas por um consórcio universitário liderado por portugueses que pode ser acedida por todos aqueles que quiserem ajudar na eliminação da doença, incluindo políticos, médicos, investigadores, ativistas e doentes.

“A ferramenta demonstra dados epidemiológicos da doença a nível mundial e local, formas de transmissão e de prevenção, os quais conjugados com a análise atual de 24 políticas e o seu peso – determinados por um grupo de peritos nacionais que as avaliou e determinou - são a base dos dados processados num algoritmo matemático que calcula a probabilidade de se atingir a eliminação da hepatite c em cada país”, refere a universidade em comunicado.

“Nesta primeira fase de arranque do projeto, o algoritmo inclui todas as informações disponíveis atualmente em Portugal e debita o resultado da probabilidade de eliminação para Portugal até 2030, permitindo simultaneamente ver o impacto de possíveis alterações dos utilizadores da ferramenta e o seu impacto, quer por populações especificas (usuários de drogas por via endovenosa, reclusos, produtos de sangue ou população total), quer numa linha temporal anual até 2030. O utilizador, ao aceder ao site, visualiza imediatamente e de forma gráfica o impacto que as políticas atuais têm no cumprimento do objetivo da eliminação e nos diferentes ‘outcomes’ para o ano de 2030, assim como em que ano será possível atingir (ou não) a eliminação com as políticas atualmente em curso”, afirma Ricardo Baptista Leite, médico e coordenador científico de saúde pública do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa.

“Depois, basta ao utilizador, começar a experimentar políticas diferentes – utilizando a ‘Calculadora Política’ - e ver o seu impacto nos diversos ‘outcomes’ e no objetivo da eliminação. Simultaneamente, é possível ver o impacto das políticas escolhidas por tipologia de população e por ano. A equipa da UCP está a trabalhar na recolha de informações de outros 5 países: Bulgária, Inglaterra, Alemanha, Roménia e Espanha, parceiros nesta primeira fase do projeto. A curto prazo, a calculadora política estará disponível para estes países. Ainda assim, este modelo pode ser aplicado para todos os países ou regiões desde que existam os dados necessários”, acrescenta o coordenador.

A ferramenta agora lançada dá aos políticos e a outras partes interessadas a possibilidade de tomarem decisões informadas e assentes na mais relevante evidência científica, que permitam melhorar a gestão dos recursos públicos e o seu impacto na sociedade, nos doentes e seus familiares.


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