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Revista PORT.COM • 13-Fev-2018
Investigadores de Coimbra desenvolvem aerogel 'limpo' para a Agência Espacial Europeia



Um aerogel que não liberta pó nem qualquer outro tipo de partículas foi desenvolvido por investigadores de Universida de Coimbra, na sequência de um desafio lançado pela Agência Espacial Europeia. Já em 2014 os investigadores da UC tinham desenvolvido o primeiro aerogel em spray para isolar foguetões.

Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra e da empresa Active Aerogels, também de Coimbra, criou "um novo aerogel em resposta a um desafio lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA)", afirma a Universidade de Coimbra (UC), em comunicado.

"Apesar das características únicas que os atuais aerogéis produzidos pela empresa de Coimbra", que possuem "super isolamento térmico, extrema leveza e flexibilidade", a sua "aplicação no setor espacial é limitada devido a alguma libertação de pó e partículas, o que os torna pouco práticos para a ESA", destaca a UC.

O novo aerogel, assegura, "não liberta pó nem qualquer tipo de partículas e mantém todas as propriedades da anterior geração de aerogéis".

As equipas de investigação da Active Aerogels e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC) desenvolveram o projeto AerogelDustFree, orçado em 700 mil euros, financiado por fundos europeus.

Depois de testarem várias estratégias de síntese, "com o objetivo de reduzir a libertação de pó e partículas" e obter um aerogel "limpo", os especialistas concluíram que "a combinação de poliimidas (um tipo de polímero muito forte e resistente) com sílica, material já usado nos atuais aerogéis produzidos pela empresa", se revelou uma fórmula de sucesso.

Descoberta a fórmula certa, os investigadores vão agora "avançar para novos testes, tendo em vista a otimização do processo, e posteriormente prosseguir para a fase de 'scale-up' de forma a conseguir produzir aerogéis nas dimensões necessárias à aplicação final", adianta.

A empresa tem ainda em curso o projeto AGIL (AeroGel In Line), financiado também por fundos comunitários em cerca de 460 mil euros, para "fabricar aerogel em sistema contínuo, de modo a aumentar significativamente a quantidade produzida e consequentemente baixar os custos associados ao seu fabrico".


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