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Investigadores portugueses estão na final da competição internacional para explorar mar profundo
Revista PORT.COM • 14-Mar-2018
Investigadores portugueses estão na final da competição internacional para explorar mar profundo



Uma equipa de investigação portuguesa passou à final da competição internacional que visa desenvolver tecnologias para recolher informações e mapear o mar profundo em zonas de difícil acesso e ainda não exploradas.

A equipa portuguesa PISCES, composta por 24 investigadores do INESC TEC e do Centro de Investigação Tecnológica do Algarve (CINTAL), é uma das nove equipas que passaram à fase final do concurso "$7M Shell Ocean Discovery XPRIZE", tendo recebido cerca de 90 mil euros.

O objetivo desta competição passa por desenvolver um veículo que consiga descer até aos quatro quilómetros de profundidade, de forma a recolher imagens e vídeos de zonas profundas e remotas do mar.

Para atingir ao objetivo, a equipa portuguesa criou o submarino DART, que transporta sonares, luzes e câmaras de vídeo, capazes de recolher imagens e cartografia do fundo do mar.

Os desafios passam por lançar o veículo a partir da costa, que deverá depois retornar, bem como assegurar a sua localização quando este se encontra a quatro quilómetros de profundidade.

Para tal, criaram três barcos: um que leva o submarino para o mar e dois que asseguram a sua localização, recorrendo a um sistema que se assemelha ao GPS, mas que funciona através da emissão de sons.

Para fotografar e filmar o fundo do mar, o submarino terá que "estar suficientemente próximo para captar imagens, mas não tão próximo ao ponto de haver colisões", realçou Nuno Cruz, investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, em entrevista à agência Lusa.

"No INESC TEC, estamos a desenvolver tecnologia para a pesquisa do meio aquático há cerca de 20 anos e este desafio para conhecer o mar profundo está alinhado com a nossa estratégia. Acreditamos que entrar nesta competição era uma oportunidade, não tanto pelo prémio em si mas porque nos obriga a pensar em soluções novas", concluiu.


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