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NASA envia novo ‘caçador’ de exoplanetas para o espaço com portugueses ‘a bordo’
Revista PORT.COM • 16-Abr-2018
NASA envia novo ‘caçador’ de exoplanetas para o espaço com portugueses ‘a bordo’



O novo ‘caçador’ de planetas extrassolares da agência espacial dos Estados Unidos, NASA, é lançado para o espaço no dia 16 de abril, numa missão em que participam cientistas portugueses.

O lançamento do telescópio TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite, Satélite de Rastreio de Exoplanetas em Trânsito) será feito a bordo do foguetão Falcon 9, da empresa aeroespacial privada SpaceX, da base de Cabo Canaveral, na Florida, nos Estados Unidos.

A hora de lançamento está marcada para as 18H32 locais (23H32 em Lisboa), segundo a NASA, que tem feito esta semana a contagem decrescente no seu portal.

Dois meses após a colocação na órbita terrestre, e depois de testados os instrumentos, o satélite artificial começará a sua missão, que tem uma duração inicial de dois anos.

Ao contrário do telescópio espacial Kepler, também da NASA, que ‘caçou’ mais de 2.600 exoplanetas numa determinada zona do céu, a maioria a orbitar estrelas pouco brilhantes, entre 300 e 3.000 anos-luz da Terra, o TESS vai procurar novos planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) em todo o céu.

No primeiro ano da missão será observado o hemisfério sul e no segundo ano o hemisfério norte, com o telescópio a concentrar-se em planetas que orbitam estrelas próximas da Terra, a menos de 300 anos-luz, e 30 a 100 vezes mais brilhantes do que as estrelas-alvo do Kepler.

Na missão TESS participa o investigador Tiago Campante, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, que esteve envolvido no planeamento científico, nomeadamente na seleção de estrelas-alvo a observar.

Com o telescópio em funcionamento, e do qual são esperados os primeiros dados compilados no fim do ano ou em janeiro, o astrofísico vai estudar em particular a vibração (oscilações no brilho) das estrelas a partir da decomposição da sua luz.

Planetas que possam, inclusive, estar na chamada ‘zona habitável’ da estrela (planetas nem demasiado perto nem demasiado longe da estrela-mãe e que, por isso, poderão ter à superfície água líquida, elemento essencial para a vida tal como se conhece).

A validação dos novos planetas extrassolares detetados será feita em terra com outros telescópios por outros investigadores, incluindo portugueses, do núcleo do Porto do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, especialista neste tipo de planetas.


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