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Investigador português participa em descoberta importante no tratamento da pneumonia
Revista PORT.COM • 25-Abr-2018
Investigador português participa em descoberta importante no tratamento da pneumonia



Investigadores descobriram a razão pela qual a bactéria causadora da pneumonia aparece no sangue tornando-se indetetável numa fase inicial, proliferando mais tarde, de forma abrupta.

Vítor Fernandes, investigador do Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, publicou, na Revista Nature Microbiology, em conjunto com outros investigadores das universidades de Leicester, Dundee, Nottingham e Oxford, os resultados de uma investigação na área da pneumonia, que permitem ajudar a tornar os atuais tratamentos mais eficazes. 

Segundo o Centro de Investigação da Universidade do Algarve, o trabalho da equipa «traz a público relevantes descobertas acerca do mecanismo responsável pela proliferação da infeção bacteriana causadora da pneumonia, bem como do envenenamento do sangue (septicemia) que dela advém». Além disso, revela ainda «dados inéditos sobre aquela que está entre as principais causas de morte associadas à doença». 

Os investigadores envolvidos descobriram que, embora o macrófago (uma célula de defesa do organismo da qual a bactéria se vai aproveitar para ganhar vantagem em relação ao sistema imunitário) consiga engolir a bactéria, não tem capacidade para a destruir e, por esse motivo, permite a esta última sobreviver, sem ser detetada no sangue, em “estado eclipse”. A bactéria consegue transmitir a falsa ilusão de que foi eliminada, no entanto, multiplica-se no interior da célula, até invadir o organismo humano de forma abrupta e mortífera, explica o Centro de Investigação. 

Para a comunidade científica, estes novos dados permitem «compreender melhor todo o processo», de modo a ajudar a tornar os atuais tratamentos mais eficazes, abrindo portas ao desenvolvimento de novos métodos terapêuticos.

Os resultados dos testes foram bastante promissores e de grande interesse para a comunidade científica, que, uma vez mais, colocam em destaque investigadores portugueses a trabalhar na investigação em medicina e biomedicina. 


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