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Portugal e Brasil unidos em investigação revolucionária para tratamento de infeções dentárias
Revista PORT.COM • 15-Mai-2018
Portugal e Brasil unidos em investigação revolucionária para tratamento de infeções dentárias



Um estudo liderado por investigadores da Área de Medicina Dentária e do Instituto de Microbiologia da Faculdade de Medicina, e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (UC), revelou que a Terapia Fotodinâmica é eficaz no tratamento de infeções dentárias.

A Terapia Fotodinâmica, já usada com sucesso no tratamento de vários tipos de cancro, carateriza-se por ser uma terapia não invasiva que permite eliminar diferentes células envolvendo a combinação de um foto-sensibilizador (medicamento) ativado com uma fonte de luz inofensiva.

Um dos grandes problemas atuais do tratamento dentário conhecido como desvitalização do dente, é garantir a completa destruição dos biofilmes microbianos, ou seja, de populações complexas de microrganismos que se formam no interior dos canais da raiz do dente e que provocam infeção.

Por este motivo, o estudo desenvolvido no âmbito do trabalho de doutoramento de Patrícia Diogo, e já publicado nas revistas Frontiers in Microbiology e Photodiagnosis and Photodynamic Therapy, o jornal oficial da Plataforma Europeia de Medicina Fotodinâmica, focou-se em explorar estratégias terapêuticas e compará-las com as técnicas convencionais.

Neste estudo, os investigadores testaram, pela primeira vez, um derivado de clorofila extraída de uma alga como foto-sensibilizador. Da intensa bateria de testes realizados, primeiro em materiais de laboratório e posteriormente em material dentário humano colhido na prática clínica, «um foto-sensibilizador, constituído por uma molécula de clorofila modificada, revelou-se muito mais eficaz relativamente às técnicas clássicas usadas atualmente na prática clínica» revelam os coordenadores do estudo, João Miguel Santos e Teresa Gonçalves.

Além da eficiente desinfeção dos canais da raiz do dente, este novo foto-sensibilizador «não apresentou toxicidade para as células humanas. E ao contrário do que acontece com os antibióticos muitas vezes utilizados nestas infeções, o novo extrato natural não gera resistência bacteriana, uma questão crítica em Saúde», realçam os também docentes da Faculdade de Medicina da UC.

Os investigadores estão otimistas: «a aplicação da Terapia Fotodinâmica na Medicina Dentária apresenta-se como uma estratégia de futuro. Os atuais tratamentos são insuficientes para garantir o sucesso da intervenção e evitar complicações a médio-longo prazo».

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, estudos anteriores demonstraram que mais de 50 por cento da população com idade superior a 50 anos sofre deste tipo de infeções. Por isso, concluem João Miguel Santos e Teresa Gonçalves, «é essencial apostar em abordagens avançadas para combater este problema e aumentar a taxa de sucesso do tratamento endodôntico.»

O estudo, que teve a colaboração da Universidade de Aveiro e da Universidade Federal de São Carlos (Brasil), foi desenvolvido ao longo de três anos e envolveu 13 investigadores de áreas do saber distintas (médicos dentistas, microbiologistas e químicos).


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