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Cabo de fibra ótica que liga Portugal ao Brasil fica operacional em 2020
Revista PORT.COM • 18-Ago-2018
Cabo de fibra ótica que liga Portugal ao Brasil fica operacional em 2020



O cabo de fibra ótica submarino 'Ellalink' vai ligar Sines a Fortaleza, no Brasil. Vai custar 53 milhões e deverá estar operacional em 2020.

Um grupo de 11 redes de investigação e educação europeias e latino-americanas assinou esta semana um acordo para a construção do cabo de fibra ótica submarino “Ellalink” no Atlântico, que ligará Europa e América Latina através de Portugal e Brasil.

A Comissão Europeia, principal investidor do consórcio BELLA (sigla em inglês para “Ligando Europa e América Latina”), anunciou a assinatura do acordo contratual entre as plataformas que constituem o consórcio para a construção do cabo ótico submarino que deverá estar operacional dentro de dois anos, em 2020.

O executivo comunitário sublinha que esta «nova autoestrada de dados digitais», que garantirá «uma elevada capacidade de transmissão», começará a ser construída nos próximos meses, e ligará Portugal e Brasil — designadamente Sines e Fortaleza –, com planos para estender a sua conectividade tanto dentro da União Europeia como na América Latina, com vista à criação de um espaço comum de investigação entre ambos os continentes, um objetivo já traçado na cimeira UE-Brasil celebrada em 2014.

Bruxelas aponta que o total de recursos mobilizados para este projeto é na ordem dos 53 milhões de euros, contribuindo a Comissão Europeia com 26,5 milhões, através de fundos do programa científico da UE, o “Horizonte 2020”, do programa “Copérnico” e do instrumento regional de Desenvolvimento e Cooperação, sendo os restantes assegurados pelos restantes membros do consórcio, do Brasil, Chile, Colômbia, Equador, França, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal.

Em outubro passado, por ocasião da assinatura, em Sines, do contrato para a instalação da estação de entrada na Europa do cabo submarino de comunicações, o diretor comercial da “Ellalink”, Jesús Bernad, apontou que a ideia é «converter Sines num ‘hub’ de cabos submarinos». O mesmo responsável explicou que, além de o cabo passar a fazer uma ligação direta, mais curta em distância, é um equipamento de “última geração”, com «uma capacidade inicial de 50 terabytes, podendo chegar [no futuro] a 72 terabytes».

A nova conexão de mais de 10 mil quilómetros vai ainda permitir, segundo divulgou a AICEP Global Parques, «a redução de preço do serviço de internet e dará maior segurança na comunicação direta entre a América Latina e a Europa». O cabo submarino vai ligar Sines, no distrito de Setúbal, em Portugal, a Fortaleza, no Brasil, e, posteriormente, «numa segunda fase, Fortaleza a São Paulo».


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