ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

Portugueses procuram respostas sobre o Universo na fronteira franco-suíça
Revista PORT.COM • 09-Set-2018
Portugueses procuram respostas sobre o Universo na fronteira franco-suíça



Na fronteira franco-suíça, no sítio mais quente, frio e vazio do Universo, fazem-se experiências com partículas subatómicas para se compreender melhor do que é feito o Universo, uma tarefa que mobiliza cientistas portugueses.

O Grande Colisor de Hadrões  (em inglês: Large Hadron Collider) - LHC, do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo. Este é o sítio mais quente, mais frio e o mais vazio do Universo. O laboratório localiza-se num túnel circular com cerca de 27 quilómetros, a 100 metros de profundidade, que atravessa a fronteira entre a França e a Suíça.

«É uma grande aventura europeia», resume o delegado científico de Portugal no CERN e ex-presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), Gaspar Barreira.

O LHC é o sítio mais quente do Universo porque, explica Gaspar Barreira, quando protões chocam à energia máxima de 13 TeV (milhões de milhões de volts) provocam, no ponto de impacto, um «salto de temperatura que é imensamente maior do que a temperatura de todos os processos do Universo», como a colisão de galáxias ou buracos negros.

Por funcionar a uma temperatura próxima dos dois graus acima do zero absoluto, a máquina é também o local mais frio do Universo, adianta, precisando que a temperatura média do Universo é cerca de três graus acima do zero absoluto (o zero absoluto equivale a -273,15º Celsius e é o limite mais baixo da temperatura).

A peça do 'puzzle' que faltava, o bosão de Higgs, partícula «responsável por dar massa a outras partículas elementares», foi descoberta em 2012 graças a experiências feitas no acelerador.

Patrícia Conde Muíño, investigadora espanhola do LIP, coordena desde 2014 a equipa portuguesa envolvida na experiência ATLAS, que, em conjunto com uma outra, a CMS, onde estão também portugueses, confirmou a existência do bosão de Higgs.

Para o antigo presidente do LIP e atual membro do conselho geral do CERN, máquinas como o LHC «servem para tentar ultrapassar a fronteira» do desconhecido.

Gaspar Barreira espera que o 'upgrade' que vai ser feito ao acelerador, que o vai pôr a colidir mais com os protões por segundo a partir de 2026, possa abrir uma janela para esse mundo desconhecido.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Significado das próximas eleições para a Assembleia da República
Paulo Pisco
Deputado do PS
Incêndios rurais: prevenir é mesmo o melhor remédio
Miguel Freitas
Sec. de Estado das Florestas
Por um regresso seguro a casa
José Artur Neves
Sec. de Estado da Proteção Civil
DISCURSO DIRETO
As vivências da emigração portuguesa nos palcos do teatro
Daniel Bastos, Historiador
PORTUGAL
Defesa de nova visão sobre as comunidades portuguesas
José Luís Carneiro
PORTUGAL
Um eterno e constante devir....
José Caria, diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ