ÚLTIMAS
NOTÍCIAS

'Firefly' quer ajudar a prevenir incêndios a partir do espaço
Revista PORT.COM • 12-Set-2018
'Firefly' quer ajudar a prevenir incêndios a partir do espaço



Tecnologia de satélite quer ajudar a Terra a prevenir e mitigar incêndios a partir do espaço. Em Portugal, vai ser financiado pela Agência Espacial Europeia.

O Firefly, uma tecnologia de satélite para prevenir e mitigar os incêndios, apoiando os operacionais em Terra a identificar a vegetação e os locais onde deve ser feita a limpeza da floresta, foi criado com o propósito de evitar que os incêndios evoluam para grandes desastres.

Isabella Simão, natural de São Paulo, e Ekaterina Stamboliera, da Bulgária, conheceram-se em Lisboa, em setembro do ano passado, e juntas criaram a tecnologia de satélite. No final de junho deste ano, as criadoras foram distinguidas com o prémio de empreendedorismo feminino EBAN Space Women Entrepreneurship, em França. Poucos dias depois foram selecionadas entre 30 projetos para o programa de incubação de startups da Agência Espacial Europeia em Portugal, e com ele vão receber um financiamento que poderá ir até aos 50 mil euros para desenvolver a tecnologia do Firefly.

Ao contrário das soluções que já existem para o combate a incêndios, o Firefly quer colocar o ambiente ao serviço da prevenção dos incêndios. «É impossível impedir que os fogos aconteçam, são fenómenos naturais. Não podemos influenciar as condições atmosféricas», explica Ekaterina. O satélite, a partir do espaço, vai permitir identificar a densidade da vegetação, os níveis de humidade ou secura, facilitando a limpeza das florestas.

O Firefly quer ir além da solução tecnológica de satélite. Depois de dominarem a tecnologia, querem ajudar as comunidades rurais a participar na limpeza das florestas. Num terceiro momento, o objetivo é conseguir reutilizar todo o material recolhido das florestas e utilizá-lo para a construção de mobiliário, desenvolvendo uma verdadeira economia circular. O projeto-piloto começará em Portugal, mas querem chegar a países como o Brasil ou a Califórnia.

«Podemos ajudar empresas como a EDP a provar se têm, ou não, culpa no início de um incêndio. Com a nossa tecnologia é possível encontrar essas respostas. Estamos um ano à frente deles», revela Ekaterina, confiante de que esta tecnologia é a única que oferece soluções aplicadas antes dos fogos deflagrarem. Para Isabella e Ekaterina, é a maior lacuna em Portugal, porque é difícil fazer um retrato global do estado da floresta.

As empreendedoras vão continuar a candidatar-se a programas de financiamento para startups e esperam conseguir atingir os dois milhões de euros em investimentos até ao próximo verão. O dinheiro conseguirá dar-lhes a liberdade para se dedicarem em exclusivo ao desenvolvimento do Firefly.


Etiquetas
Partilhar

OPINIÃO
Aqui, Brasil
Francisco Serra
Cônsul honorário de Portugal em Pelotas, Brasil
Condições mais favoráveis ao exercício do direito de voto
José Vítor Soreto de Barros
Presidente da Comissão Nacional de Eleições
Brasília, El Dorado Luso
Jack Soifer
Consultor Internacional
DISCURSO DIRETO
Um zacatrás por Portugal
José Caria, diretor-adjunto da PORT.COM
PORTUGAL
Há condições para viver em Arcos de Valdevez
João Esteves, presidente da CM de Arcos de Valdevez
PORTUGAL
A comunidade portuguesa e a Venezuela
Paulo Pisco
PORTUGAL
REDES SOCIAIS
GALERIA DE FOTOS
QUIZ