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Português recebe prémio de 1,5 milhões criado pelo cofundador da Microsoft
Revista PORT.COM • 31-Out-2018
Português recebe prémio de 1,5 milhões criado pelo cofundador da Microsoft



É a primeira vez que o prémio ‘Allen Distinguished Investigator’ é atribuído a um investigador português.

O investigador Henrique Veiga-Fernandes, do Laboratório de Imunofisiologia do Centro Champalimaud, conquistou um prémio de 1,5 milhões de dólares (1,3 milhões de euros), criado pelo cofundador da Microsoft, Paul Allen, que morreu a 15 de outubro.

Segundo a fundação Champalimaud, o prémio ‘Allen Distinguished Investigator’ foi atribuído pelo trabalho desenvolvido sobre a forma como o sistema nervoso e o sistema imunitário interagem no corpo humano para o proteger das infeções.

O prémio, de periodicidade anual, destina-se a financiar pesquisas de «excecional criatividade e impacto potencial», destacando ideias e esforços pioneiros, em áreas de fronteira, com um impacto transformador em biomedicina.

Veiga-Fernandes realizou «estudos pioneiros que lhe permitiram identificar, com a sua equipa, unidades de células neuro-imunes em diversas partes do corpo», incluindo o intestino, os pulmões, a gordura e a pele, segundo a instituição.

«Trata-se de regiões especializadas onde os neurónios e células imunitárias se juntam e comunicam de forma a influenciar a maneira como o organismo responde a ameaças exteriores tais como vírus e bactérias», explica a fundação.

O montante do prémio destina-se a um projeto a três anos e financiará o desenvolvimento de duas novas técnicas que permitirão medir como se processa a interação e comunicação celular.

Henrique Veiga-Fernandes é investigador principal no Centro Champalimaud, estudou medicina veterinária em Lisboa e em Milão, doutorou-se em Imunologia em Paris e fez o pós-doutoramento em Londres. Em 2009, regressou a Portugal para fundar o seu próprio grupo de investigação no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa.

Os galardoados foram escolhidos por Paul Allen e um grupo de conselheiros científicos.

Além do português, foram também selecionados nove cientistas a trabalhar em oito projetos nos EUA e Canadá. Os projetos -- nas áreas do linfoma, das neurociências, do sistema imunitário, do envelhecimento, do desenvolvimento e da biologia fundamental -- recebem um total de 13,5 milhões de dólares (11,9 milhões de euros).


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