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Investigadores de Coimbra desenvolvem molécula natural para substituir o tóxico estireno
Revista PORT.COM • 06-Nov-2018
Investigadores de Coimbra desenvolvem molécula natural para substituir o tóxico estireno



Estireno é usado nas indústrias naval, automóvel, embalagens e de vestuário, mas apresenta elevada toxicidade.

Uma equipa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma molécula natural para substituir o estireno, um derivado do petróleo que é bastante usado na indústria.

«Pela primeira vez, foi desenvolvida uma molécula quase cem por cento natural capaz de substituir o estireno, uma molécula derivada do petróleo que está na base de materiais usados nas mais diversas indústrias, por exemplo naval, automóvel, embalagens e vestuário, mas que apresenta elevada toxicidade», refere a UC, em comunicado.

A investigação, coordenada por Ana Fonseca e Arménio Serra, conduziu à nova molécula «verde» e é o tema de capa da revista científica Green Chemistry, uma das mais prestigiadas revistas da área da química verde.

Os investigadores salientam que «há muito que a comunidade científica estuda uma alternativa ao estireno, um composto considerado tóxico e bastante nocivo para o ambiente e para o ser humano, tendo sido classificado como agente carcinogénico».

De acordo com os investigadores, o maior desafio da investigação «foi desenvolver uma molécula com base em produtos naturais, que possa ser utilizada nas mesmas funções do estireno e que após os mesmos tratamentos possibilite a obtenção de materiais com as mesmas propriedades mecânicas e térmicas».

A nova molécula tem por base o «sobrerol, um composto de estrutura cíclica, que pode ser obtido a partir da transformação de materiais extraídos da resina do pinheiro».

Ana Fonseca revela que a preparação do sobrerol envolve também a utilização de dióxido de carbono (CO2) como matéria-prima, «sendo uma importante mais-valia sob o ponto de vista ambiental».

A UC considera que esta descoberta terá grande impacto na indústria, dado que o estireno é dos compostos mais usados, com previsões de crescimento do seu consumo de 4,9% entre 2018 e 2023.

No entanto, refere o comunicado, é preciso efetuar os necessários estudos de desenvolvimento tecnológico para a sua aplicação», finalizam os coordenadores da investigação.


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