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Especialistas defendem cogumelos como complemento para tratar cancro
Revista PORT.COM • 12-Nov-2018
Especialistas defendem cogumelos como complemento para tratar cancro



A aplicação da micoterapia no tratamento e prevenção de doenças do foro oncológico esteve em debate no XX.º Encontro Micológico Transmontano, que decorreu em Mogadouro, no distrito de Bragança, e juntou especialistas que partilharam conhecimentos e experiências.

Amicoterapia é uma ciência alternativa, utilizada para ajudar a combater ou prevenir diversas doenças, como cancro, com recurso a variadas espécies de cogumelos medicinais.

Para a médica hematologista Adriana Teixeira, uma das participantes no debate, os cancros, na sua maioria, são provocados por alterações ao meio ambiente, enquanto 10 a 15% da taxa de incidência da doença devem-se a alterações genéticas.

«Para evitar o aparecimento do cancro é preciso ter uma boa alimentação, não fumar ou não estar em contactos com radiações e outros fatores externos. No que respeita a uma boa alimentação, é importante a introdução de cogumelos na nossa dieta já que se trata de uma ótima proteína, já que estes fungos são imunorreguladores», disse a antiga diretora dos serviços de hematologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Por outro lado, a especialista defendeu que os cogumelos, quer em pó ou naturais, devem ser consumidos na fase de tratamento do cancro para ajudar a diminuir os efeitos secundários da quimioterapia ou radioterapia e estimular o sistema imunológico, que fica mais frágil com esses tratamentos.

«Os cogumelos, quando ingeridos em pó, ou seja, de uma forma muito concentrada, têm grandes efeitos para melhorar a ação do nosso corpo na sua luta contra o cancro», vincou.

Os presentes no debate não duvidam que a micoterapia vai ter grandes desenvolvimentos em Portugal, nos próximos anos, na luta contra o cancro e na prevenção da doença, como já acontece em outros países.

Margarida Rocha, fisioterapeuta com pós-graduação em oncologia e também doente oncológica, avançou que há no planeta cerca de 1,5 milhões de fungos identificados e que mais de um milhar tem propriedades medicinais, adiantando que cerca de 20 estão a ser amplamente utilizados na medicina.

«Deparei-me há três anos com um problema oncológico, fiz todo o tipo de tratamento e senti no corpo os efeitos secundários da quimioterapia, radioterapia, imunoterapia a que fui submetida, o que deixou o meu sistema imunitário debilitado. Após vários estudos e muito pensar no meu futuro, virei-me para a micoterapia como complemento ao tratamento da minha doença para assim ter qualidades de vida», explicou.

A jovem fisioterapeuta garantiu à agência Lusa que faz micoterapia há cerca de um ano e que as melhorias são notárias e substanciais, não só do ponto de vista físico, mas igualmente, emocional.

«A micoterapia, no meu caso, e não só, tem ajudado a travar o processo de proliferações de células malignas, que poderão estar na corrente sanguínea, mesmo após o tratamento», frisou Margarida Rocha.

Por seu lado, Pedro Ferreira, pai de uma criança de 7 anos com doença oncológica, explicou que percebeu que os tratamentos feitos ao seu filho não eram suficientes e que era preciso mais alguma coisa para complementar a terapia convencional que estava a ser aplicada.

«Após o tratamento convencional, o meu filho começou a fazer um tratamento natural à base de cogumelos e seus derivados, acompanhado por especialistas de uma equipa multidisciplinar da clínica Hifas da Terras, em Espanha, e que deu resultados fabulosos», observou.

A Associação Micológica "A Pantorra", com sede em Mogadouro, há 20 anos que contribui para a identificação e catalogação das mais variadas espécies de cogumelos.


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