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Startup portuguesa Tonic App entra em aceleradora dos EUA
Revista PORT.COM • 28-Dez-2018
Startup portuguesa Tonic App entra em aceleradora dos EUA



A intenção é apoiar o plano de expansão internacional da empresa com sede no Porto, visando os mercados espanhol e brasileiro, depois de ano e meio de experiência durante o qual chegou a cerca de 8.000 médicos portugueses, ou 18% do total.

A startup portuguesa Tonic App, que lançou uma aplicação para os médicos portugueses em 2017, entrou na aceleradora norte-americana TheVentureCity para um programa com duração de seis meses, disse à agência Lusa a diretora executiva Daniela Seixas. 

«Precisávamos já de sair de Portugal», disse a cofundadora da startup, que oferece uma ferramenta de comunicação entre médicos e um motor de busca de informações relevantes para os profissionais, como normas da Direção-Geral de Saúde e tabelas de referência de consultas da ADSE.

A aceleradora TheVentureCity, baseada em Miami, tem um formato de aceleração que inclui acompanhamento remoto, uma semana presencial por mês e uma oferta de 100 mil dólares em troca de 6% do capital da empresa. A Tonic App fará o programa em Madrid, em coordenação com a sede na Flórida, e por isso o mercado espanhol será um dos focos primordiais, no qual já estão a ser feitos «os primeiros contactos». A aplicação foi traduzida para espanhol, inglês e francês e lançada também no Reino Unido e França, mas é em Espanha que estão a ser conseguidas as maiores taxas de conversão de downloads nas lojas de aplicações.

O apoio da TheVentureCity – que está também a investir nos negócios em português via Brasil – permitirá avaliar em 2019 a aposta no mercado da América Latina, onde «há uma necessidade muito grande» deste tipo de produtos. A aplicação é gratuita para os utilizadores e o modelo de negócio centra-se em «dar acesso aos outros players da saúde a esta audiência de médicos».

A startup deslocou-se ao Brasil e ao México e verificou que existe potencial, «porque são geografias grandes em que muitas vezes os médicos estão a trabalhar bastante sozinhos», explicou Daniela Seixas. Além disso, «no Brasil já houve escândalos relacionados com o WhatsApp, porque há um uso massivo para a comunicação profissional em saúde», adiantou, salientando que «há interesse» e os níveis de utilização móvel são elevados.

As oportunidades no México e nos Estados Unidos serão avaliadas no final do programa de seis meses, alavancando a rede da TheVentureCity como ponte para os dois mercados. A Tonic App tentará também uma ronda de financiamento série A de 1 a 3 milhões de euros, depois de ter recebido 100 mil euros da Portugal Ventures no ano passado.

O interesse pela plataforma da startup portuguesa está a crescer por causa da «falta de acesso e fragmentação» de ferramentas digitais apropriadas, o que obriga os médicos a preencherem dados em vários sistemas e dificulta a pesquisa de informação.

«A ideia é que, desta vez, o digital venha ajudar os médicos e não ser mais uma complicação». Segundo Daniela Seixas, médica de neurorradiologia, 80% dos utilizadores da aplicação têm abaixo dos 44 anos de idade e são sobretudo generalistas, «como os médicos de família, os pediatras ou anestesiologistas».

O modelo de negócio assenta em parcerias com empresas de recrutamento médico, indústria farmacêutica, empresas de dispositivos médicos e hospitais. A empresa vai começar em breve a testar produtos de consumo específicos para médicos, porque quer ser «um ecossistema onde possam encontrar tudo o que lhes diz respeito».


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