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Cientistas de Coimbra e Aveiro querem tornar telecomunicações mais resistentes
Revista PORT.COM • 15-Jan-2019
Cientistas de Coimbra e Aveiro querem tornar telecomunicações mais resistentes



Investigadores portugueses estão a desenvolver «novos modelos matemáticos e algoritmos» para «aumentar a resiliência das redes de comunicações» de serviços críticos, como hospitais, bolsa, banca e serviços de emergência.

Onze investigadores das faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Economia (FEUC) da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto de Telecomunicações de Aveiro estão a desenvolver «novos modelos matemáticos e algoritmos», tendo por base uma ideia do cientista David Tipper, revela a FCTUC.

O projeto tem como objetivo «aumentar a resiliência das redes de comunicações que sustentam os serviços críticos (hospitais, bolsa, banca, serviços de emergência, etc.)», afirma a FCTUC, sublinhando que «uma avaria em redes de comunicações que suportam serviços essenciais pode causar danos incalculáveis».

As redes devem, por isso, ser «resilientes, isto é, devem ter a capacidade de reagir e continuar a funcionar perante eventos indesejados como, por exemplo, corte de cabos, ou devem ser capazes de mitigar os efeitos no caso de desastres naturais ou de ataques de origem humana», acrescenta.

Os novos modelos que os especialistas estão a estudar têm por base uma ideia de David Tipper, cientista e professor da Universidade de Pittsburgh, que defende que «para aumentar a robustez e fiabilidade de uma rede de comunicação não é necessário que todos os elementos que a constituem apresentem elevada disponibilidade».

Importante é «escolher a "espinha dorsal" (subestrutura física) da rede e trabalhar na disponibilidade diferenciada», sustenta David Tipper.

Esta abordagem é «muito interessante, porque, devido à enorme complexidade das estruturas que compõem as redes, melhorar todos os seus elementos seria excessivamente dispendioso para os clientes», afirma, citada pela FCTUC, Teresa Gomes, coordenadora do projeto, intitulado 'ResNeD (Resilient Network Design - enhancing availability for critical services)'.

«Assim, o nosso desafio é selecionar os elementos da rede a melhorar, de forma a conseguir atingir os objetivos de disponibilidade exigidos pelos serviços críticos a um custo reduzido», acrescenta, considerando que, no entanto, a ideia de David Tipper, só por si, não é suficiente.

Por isso, «além de utilizar mecanismos clássicos de proteção, vai-se também seguir uma outra abordagem, focada no estabelecimento de rotas alternativas geograficamente distantes e/ou que contornem as zonas de risco elevado».


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