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Portugueses desenvolvem dispositivo eficaz na estimulação cerebral em pacientes de Parkinson
Revista PORT.COM • 13-Fev-2019
Portugueses desenvolvem dispositivo eficaz na estimulação cerebral em pacientes de Parkinson



Tecnologia, que já tem submetida patente mundial,dá agora origem a uma spin-off.

Um grupo de investigadores portugueses criaram um dispositivo wireless vestível que avalia a rigidez do pulso para apoio a procedimentos neurocirúrgicos de estimulação cerebral profunda, já usado em pacientes de Parkinson e que poderá vir a ser útil também em Epilepsia ou outras doenças do foro neurológico.

O aumento da rigidez muscular é um dos principais sintomas da doença de Parkinson, que é frequentemente tratada com o implante de elétrodos de estimulação cerebral profunda quando as drogas não têm mais efeito. Durante a cirurgia, os médicos avaliam a rigidez do pulso, de forma a decidir qual a melhor posição para o implante. 

Esta cirurgia, hoje em dia, é feita por dois cirurgiões que manipulam manualmente o pulso, o que significa que a avaliação subjetiva que fazem é influenciada pela sua experiência e perceção. Existem ainda alguns sistemas que ajudam a fornecer uma avaliação objetiva e quantitativa, mas que são, no entanto, complicados de configurar e impraticáveis para uso durante procedimentos cirúrgicos. A tecnologia desenvolvida pelos investigadores responde, assim, a estas necessidades, sendo fácil de configurar e de utilizar pelos médicos durante uma cirurgia.

Esta tecnologia, com pedido internacional de patente, é resultado da investigação do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), com o apoio do Hospital Universitário de São João, na área da Engenharia Biomédica e dá agora origem a uma nova spin-off na área da saúde: a InSignals Neurotech.

Aplicações potenciais desta tecnologia desenvolvida pelos investigadores do INESC TEC, e que vão passar a ser comercializadas pela InSignals Neurotech, incluem ajudar instituições farmacêuticas a monitorizar ou a avaliar o impacto de medicamentos novos ou aprovados na redução da rigidez durante os ensaios clínicos.

Para João Paulo Cunha, coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica (C-BER) do INESC TEC e docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), «a criação da empresa que vai chamar-se InSignals Neurotech, juntamente com os parceiros da Frontier IP, vai funcionar como um forte veículo de inovação para consolidar as tecnologias relacionadas com o cérebro que os investigadores do INESC TEC têm vindo a desenvolver desde há vários anos com a Universidade do Porto – através da FEUP e do Hospital Universitário de S. João – e, assim, dar um passo para o mercado internacional».


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