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Hospital de Braga tem robôs a distribuir refeições
Revista PORT.COM • 12-Abr-2019
Hospital de Braga tem robôs a distribuir refeições



Ajudam na distribuição de refeições aos doentes internados e chamam-se Edgar.

São dois robôs e estão a ser testados no Hospital de Braga. Os Edgar foram desenvolvidos pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e são flexíveis e adaptáveis aos materiais e equipamentos que já faziam a distribuição de refeições no mencionado hospital.

A GERTAL financiou o projeto com vista a inovar os processos de logística e distribuição de refeições em ambiente hospitalar, uma vez que as soluções já existentes requerem infraestruturas significativas tanto a nível de espaço como a nível de transporte.

Germano Veiga, investigador do Centro de Robótica Industrial e Sistemas Inteligentes do INESC TEC esclareceu que «os robôs distinguem-se em vários aspetos das soluço que existem atualmente no mercado, nomeadamente pelo sistema de tração que têm, que permite que se agarrem aos carrinhos já existentes através de uma adaptação mecânica mínima, pelo sistema de localização que têm e que faz com que saibam a cada instante onde se encontram, aproveitando assim ao máximo as características naturais do edifício que percorrem sem necessidade de utilizar marcadores ou fitas magnéticas, pela autonomia das baterias que apresentam ou, até mesmo, pela ligação contínua à rede wireless que faz com que o seu funcionamento seja constantemente monitorizado».

Com um sistema de navegação que permite desviar-se de pequenos obstáculos, um controlo de elevadores e ainda um sistema de carregamento wireless, os robôs vão permitir uma melhor gestão dos recursos humanos, uma vez que efetuam operações de elevada carga física e de baixo valor acrescentado.

Rosalina Telo, da GERTAL, explicou que «no médio e longo prazo, os robôs vão permitir agilizar os processos de distribuição de refeições num hospital e libertar os colaboradores das empresas de catering para outras tarefas a realizar em ambiente hospitalar».

Jorge Maia Gomes, Administrador Executivo do Hospital de Braga, afirmou que o projeto «é uma mais-valia, pois contribui para uma maior eficiência de processos e permite a adaptação a outras áreas hospitalares como é o caso da rouparia, gestão de resíduos, entre outras».

Está previsto que, com o alargar do projeto e capacidade de produção, o preço de cada robô fique perto de 15 mil euros.


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