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Autismo: investigadores de Coimbra revolucionam estudo da doença
Revista PORT.COM • 16-Abr-2019
Autismo: investigadores de Coimbra revolucionam estudo da doença



O estudo foi realizado em parceria com investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) dos Estados Unidos da América.

Foi recentemente publicado na revista científica Nature Communications um estudo de um novo modelo animal para estudar o autismo. O trabalho desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra, em colaboração com investigadores do Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos da América, demonstrou em pequenos roedores que a remoção do gene GRASP2 - que faz a reciclagem dos recetores metabotrópicos durante a comunicação neuronal - afeta o funcionamento do cérebro e os comportamentos dos animais.

O espetro do autismo é um transtorno neurológico causado normalmente por mutações de diversos genes, que resultam nas diversas formas da doença. É caraterizado por ações repetitivas designadas estereotipias, alterações na linguagem e nos comportamentos sociais. Algumas alterações, como as modificações nos recetores metabotrópicos de glutamato, são comuns às diferentes formas de autismo. Estes recetores foram a base do estudo do CNC-UC.

João Peça, líder da equipa de investigação, contou que “com este estudo, pretendemos ter um conhecimento mais profundo sobre determinados aspetos importantes da patologia do autismo. O nosso trabalho é o primeiro a olhar para o gene GRASP2 em detalhe. Achamos que este é um alvo interessante, pois poderá ser utilizado na regulação de múltiplas formas desta doença”.

A notícia avançada pelo Notícias ao Minuto revela ainda que, através da engenharia genética, foi comprovado que a função de reciclagem é extremamente importante, uma vez que, na sua ausência, há uma menor maturação dos neurónios durante o desenvolvimento cerebral - em particular, na região do hipocampo, a parte do cérebro que possibilita a aprendizagem e a formação de novas memórias.

“Uma semente para novos futuros” de acordo com o investigador mencionado anteriormente, foi financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pela Fundação Bial, pela Brain & Behavior Research Foundation e apoiada pelo projeto europeu Marie Curie.


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