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Governo realça contributo português no maior laboratório de física de partículas mundial
Revista PORT.COM • 16-Abr-2019
Governo realça contributo português no maior laboratório de física de partículas mundial



170 investigadores portugueses estão a trabalhar no Laboratório Europeu de Física de Partículas, na Suíça. Investigação visa particularmente o combate a doenças cancerígenas.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas destacou a importância do contributo dos cerca de 170 investigadores portugueses no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Meyrin, na região de Genebra, na Suíça.

José Luís Carneiro visitou o CERN, onde teve «um diálogo muito pedagógico e construtivo com as autoridades» do maior laboratório de física de partículas do mundo, que «puderam explicitar os termos em que os portugueses têm contribuído para a investigação».

«Investigadores nas várias áreas, desde a Engenharia Informática à Mecânica, desde a Engenharia Civil à área da Física, os portugueses participam no trabalho que o CERN está a desenvolver também na transferência de conhecimento para a sociedade, para as empresas e a indústria e, muito particularmente, para a área da saúde, no combate às doenças cancerígenas», declarou.

José Luís Carneiro assinalou também o contributo de portugueses para «o modelo de organização e gestão de todo o centro», com cidadãos nacionais «associados à organização e à logística de todo o CERN, com milhares de investigadores de todo o mundo».

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas teve uma reunião com os investigadores portugueses que estão a constituir a futura Associação de Graduados Portugueses na Suíça.

O investigador Paulo Gomes afirmou que os investigadores têm vários objetivos na constituição da associação, nomeadamente «pôr em contacto os graduados portugueses do ensino superior que estão a trabalhar na Suíça, para que se possa partilhar experiências, e também colocar os investigadores em contacto com as autoridades portuguesas, seja Governo, seja empresas, seja outros organismos de outros ramos».

Em breve, a Associação de Graduados Portugueses na Suíça, cujos estatutos estão a ser elaborados, será formalmente constituída, definindo-se os órgãos de gestão.

Na companhia do diretor-geral do Ensino Superior, João Queiroz, e de representantes de universidades e institutos politécnicos portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas teve «sucessivos diálogos com a comunidade portuguesa» na Suíça.

«Um desses teve a ver com a apresentação do programa Estudar e Investigar em Portugal, que, numa sessão totalmente cheia com pais e jovens estudantes, explicitou-se os termos em que podem estudar e investigar em Portugal e, sobretudo, explicitou-se a quota que há no ensino superior português para filhos de emigrantes», disse.

Segundo o governante, também foram explicados «os termos em que podem ver ser reconhecidas as competências do ensino secundário» dos filhos de emigrantes para «efeitos de concurso e de integração no sistema de ensino universitário e politécnico no nosso país».

Algumas medidas desenvolvidas, como a validade do cartão de cidadão de 5 para 10 anos, o novo modelo de passaporte com maior número de páginas para evitar as deslocações aos serviços consulados e as leis eleitorais foram outras matérias abordadas nos contactos do Governo com emigrantes.


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