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Oftalmologista português lidera estudo internacional
Revista PORT.COM • 07-Set-2019
Oftalmologista português lidera estudo internacional



Rufino Silva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e oftalmologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), liderou um estudo que envolve investigadores internacionais sobre a melhor forma de tratar um dos subtipos da Degenerescência Macular da Idade (DMI).

O “Atlantic” é o primeiro estudo realizado em caucasianos sobre a eficácia de um tratamento para a Vasculopatia Polipoide Coroideia (VPC), uma das formas de apresentação da Degenerescência Macular da Idade (DMI) em todo o mundo, e que é a primeira causa de cegueira após os 55 anos de idade.

Este é o primeiro ensaio clínico, «multicêntrico, randomizado, realizado em caucasianos, a estudar a segurança e a eficácia da substância Aflibercept no tratamento da VPC. Este estudo comparou a monoterapia com Aflibercept com o tratamento combinado de Aflibercept associado à terapia fotodinâmica com Verteporfina», revela o investigador.

«Até agora, apenas existiam dados consistentes sobre a eficácia desta substância nas populações asiáticas, onde a doença assume maior expressão. A incidência nas populações caucasianas está sub-diagnosticada e não havia evidência de grande nível científico sobre a seleção da melhor abordagem terapêutica», adianta.

A PCV é responsável por cerca de 10 a 15 por cento dos casos de DMI, sendo que esta doença tem um enorme impacto económico nos sistemas de saúde, além do impacto social na vida de doentes e familiares.

Segundo Rufino Silva, a «DMI pode surgir de duas formas: a mais precoce, muito mais frequente, assume menor gravidade; já a forma tardia é a principal causa de deficiência visual irreversível e cegueira nos idosos nos países desenvolvidos».

«É importante que qualquer pessoa com mais de 50 anos de idade, ao notar uma distorção das imagens, procure imediatamente acompanhamento por um médico oftalmologista, mesmo que não tenha a visão central diminuída. Este acompanhamento é fundamental se tiver antecedentes familiares de DMI. É essencial que se inicie o tratamento o mais precocemente possível e antes que haja perda significativa de visão», aconselha o professor.

Os resultados desta investigação, que contou com a participação de 18 centros em Portugal e Espanha, representam «um contributo muito importante para o conhecimento desta doença e para a forma de a tratar», até porque «demonstram a eficácia da monoterapia», esclarece.

Estes resultados estão a ser apresentados em Paris, durante o congresso mais importante na área da retina, que termina no domingo (08), e reúne cerca de 5 000 especialistas.


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