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Adelaide, a plataforma online que vende os produtos de pequenos agricultores portugueses
Revista PORT.COM • 13-Jan-2017
Adelaide, a plataforma online que vende os produtos de pequenos agricultores portugueses



Os dois principais objetivos da plataforma são permitir aos agricultores a venda dos seus produtos e aos consumidores a compra artigos de melhor qualidade a bons preços.

A plataforma virtual Adelaide.farm vai permitir aos pequenos produtores vender os seus produtos a preços justos, entregando-os perto da casa de consumidores de todo o país. O projeto visa “resolver o problema de escoamento dos pequenos agricultores”, embora também possa abranger grandes produtores, explicou a sua promotora, Alice Teixeira, que quer também contribuir para travar o abandono crescente da atividade agrícola por falta de viabilidade económica.

A plataforma vai ligar os produtores – que se comprometem a vender os seus produtos a preços justos e nas quantidades que quiserem -, aos consumidores, que podem ter acesso a produtos nacionais da época, recolhendo-os em pontos de entrega, que se espera que estejam espalhados por todo o país.

O objetivo é que existam várias regiões Adelaide – locais onde se vão realizar as entregas – geridas por um organizador, que pode ser um agricultor ou uma cooperativa, desde que esteja ligado à atividade, e cuja função é agregar as propostas de “stock” dos produtores e tratar das encomendas, explicou Alice Teixeira.

O preço dos produtos é definido pelo produtor, que deve sempre receber mais de metade do preço final de venda, sendo também entregue ao organizador uma margem de entre 20% a 30% do valor, pelo seu trabalho.

Já a MyFarm, empresa que promove a plataforma, nascida no Instituto Politécnico de Beja, recebe uma percentagem pelas vendas: de 5% no caso de serem vendas de produtos a grosso, a profissionais, e de 16%, no caso de vendas domésticas.

Os consumidores podem fazer a compra dos produtos em várias modalidades, inclusive através da gestão de uma horta visual. Neste caso, segundo Alice Teixeira, o que se pretende “é que o consumidor se fidelize a um conjunto de agricultores e os ajude a pagar os custos de produção ao longo de um período”, pagando uma mensalidade, com a duração de três, seis ou doze meses.

O consumidor pode também optar por fazer compras na modalidade de mercearia, adquirindo cabazes regionais ou produtos a granel, sendo o organizador quem define o número de produtos por cabaz e indica a quantidade mínima de compra por produto.

Para os consumidores profissionais, como restaurantes, mercearias ou mesmo outros produtores, está disponível a modalidade de venda de produtos a grosso, o que permite beneficiar de descontos, consoante as quantidades encomendadas.

Os produtores que queiram integrar o projeto devem inscrever-se na plataforma, embora a inscrição tenha que ser validada, havendo uma ferramenta simplificada de gestão na plataforma para contabilizar custos e receitas.

Segundo Alice Teixeira, o nome dado ao projeto é uma forma de homenagear uma agricultora da região de Leiria chamada Adelaide e que se viu obrigada a abandonar a agricultura por falta de rentabilidade.


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